"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013




 

Apressada ela tira as chaves da sua mala, quer tanto chegar a casa para se fechar no seu único conforto, aquele quarto. Pensa em como não sabe quem ela é ou no que se tornou, perdeu o seu caminho, e assim chorou como à muito tempo não chorava, havia chegado ao seu limite e sabia disso porque uma das coisas que ela mais evitava era chorar. Na verdade, ela tinha as suas razões para evitar, pois quando chorava tinha a certeza do quanto estava vulnerável, precisando de ajuda, procurando uma saída, completamente sem rumo... E não adiantava dizer que tudo iria passar ou que chorar iria fazê-la melhorar, já que naquele momento ela poderia sentir um alívio, uma melhora, mas quando toda a choradeira acabasse, depois de pensar e refletir um pouco, a dor ainda estaria com ela.


O choro foi passando, aliás de nada servia chorar pois não seria assim que resolveria os seus problemas.. Mas como os resolver? Como se encontrar? Ela queria deixar todo o seu passado para trás, todas as pessoas que lhe faziam mal, queria novas pessoas, novas histórias, queria começar do 0 para a sua vida ganhar algum rumo, queria mudar de sitio, mudar de faculdade, mudar de ares, queria fazer novas escolhas, mas como as fazer sabendo que poderá arrepender-se? E se não as fizer saberá que chorará todos os dias restantes por não ter dito a coragem de começar de novo. E nesta vida que ela se encontra, ela não quer mais estar, tem-se perdido constantemente. Chamem-lhe de cobarde, pensem que ela estará a fugir, ela só esteve demasiado tempo no mesmo sitio tentado consertar tudo, acabando por se destruir a ela própria. Chegou o dia de pensar nela, de fazer algum bem somente a ela.. Mas ninguém entende e por isso ela fecha-se não só no seu quarto, mas de tudo e de todos.


 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013




 


Eu mudei. Foi uma mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e quem roubou, eu até suspeito. O sorriso mudou e a vontade de sorrir para qualquer pessoa também. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes olho ao meu redor e vejo tantas raparigas parecidas comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo pela cara. Tanta coisa acontece connosco. Tanta gente passa por nós, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vazio, mas o facto é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não ajuda em nada, chorar não deixa mais aliviada e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que tu queiras muito alguém, ninguém vale tanto a pena ao ponto de tu deixares de te querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é para ninguém ter porque se lamentar.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013




 

Reconheço este sentimento que me abala o corpo, mesmo à distância. A surpresa de uma novidade, a necessidade de respostas, o medo de me enganar mais uma vez, a curiosidade das palavras; expressões; sentimentos. Já cometi este erro demasiadas vezes. Confiar sem desconfiar. Acreditar sem questionar. Vejo-me a perder o norte em mais umas de tantas bússolas estragadas que vou encontrando pelo caminho. Ainda assim não te consigo resistir. Tento encontrar motivos para esta minha ânsia de ti, mas apenas o silêncio se faz ouvir. Não quero sentir, mas sinto em demasia, quero não te querer e assim cada vez te quero mais. Poderia ter até mil motivos para te afastar, mas apenas um basta para me amarrar a mais um erro que parece que não conseguirei evitar: não há nada como arriscar. Por isso, apenas por mais esta vez e apenas por ti, irei fechar os olhos e avançar de coração aberto. Não deixarei o passado vir ao de cima, toma conta de mim.


sábado, 7 de dezembro de 2013




 


Para quê perder tempo com outra coisa, quando só tu me atrais?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013




 


Ainda ontem aqui estavas deitado ao meu lado a aconchegar-me e a vermos televisão juntos. Ainda ontem
eu era criança. Tiveste aquele AVC sem previsão e a partir daí nunca mais foste o mesmo, mas isso nunca fez mal porque eu podia abraçar-te como nunca, eu podia encher-te de mimos e dizer-te o quanto gostava de ti, mesmo que às vezes não te lembrasses que eu era a tua menina, mesmo que não te lembrasses de mim ou do meu nome. Nunca fez mal, porque eu te tinha à mesma comigo.. Eu era tão nova, eu percebia tão pouco da vida, mas eu só queria estar ao teu lado nos piores momentos, acho que nesse ano o hospital foi a minha segunda casa e o coração apertava tanto de não saber se era naquele dia ou no outro que podias partir de repente.. Tu sempre foste tão forte, tu ainda aguentaste uns anos por todos nós e no momento em que estavas melhor, partiste sem avisar. E é neste mês, neste preciso mês em que eu delirava passar o natal contigo.. lembraste de abrirmos sempre os presentes juntos? Este mês faz 3 anos que tu partiste e deixaste uma saudade inexplicável dentro de todos nós, mas para mim todos os anos a tua morte repete-se, eu não consegui avançar no tempo, ele passa mas eu continuo ancorada no dia da tua morte. Que dor desconhecida é esta que me devora por todos os lados? Ainda ouço a voz da minha tia naquela noite gelada do dia 21 de dezembro "O avô morreu, não chores" e eu não chorei.. nem nesse dia, nem depois. Como é que só passado 3 anos estou a cair na realidade? É inexplicável, aquilo tudo pareceu-me tão irreal, eu não quis acreditar, e tu sabes que eu não acreditei durante muito tempo, mas chega de fingir, chegou a hora de fazer finalmente o teu luto, tu mereces todas estas lágrimas! Mas sabes avô, sinto-me culpada, sinto que não aproveitei o tempo que ainda havia contigo e gastei-o com a pessoa que me fez mais sofrer. Perdoa-me, eu faria tudo para ter o teu abraço mais uma última vez, para dizer o quanto te amo uma última vez. Será que quando partiste saberias o quanto te amo? Nunca te esqueças que tu és o meu pai, o meu confidente de todas as horas, o meu porto de abrigo, o meu fiel amigo, és o meu maior orgulho avô.


Continuo a dizer-te baixinho ao ouvido: Volta para junto de mim, por favor. Peço-te que não me faças desesperar mais. Não aguento a tua ausência e este espaço não me consola. Espero-te ansiosamente todos os dias da minha vida.


 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013







Levantou-se cedo. Dormiu mal e acordou cedo, a dor do seu
coração inquietou todos os outros órgãos e ordenou o seu cérebro que a
acordasse. Assim o fez. Abriu os olhos, as pálpebras estavam pesadas e
carregavam nelas o peso que o seu coração não conseguia suportar sozinho.
Obrigou o seu corpo a arrastar-se para fora da cama e todas as células a ele
pertencentes desmoronaram-se. Um grito mudo insurgiu da sua boca
originado pelo vazio sufocante do seu peito, que a todos os segundos a
relembrava do quão dependente era e da fraca em que se tornara. Rastejou até às
escadas e lá debruçou-se no corrimão, susteve a respiração pois não podia fazer
barulho nem acordar ninguém, o cérebro que anteriormente tinha ordenado os seus
olhos abrirem-se não tinha influência alguma naquele momento. Mil e
uma lágrimas estavam desejosas de serem soltas e os mil e um pedaços do seu
coração desejavam que ela as soltasse, mas os mil e um pedaços do seu cérebro
impediram-nas
. Prometera que ia ser forte, mas as fraturas em todo o seu
corpo, que nem o cérebro tinham deixado intacto, eram demasiado pesadas
para suportar sozinha
. Cada órgão tinha de se conseguir construir e curar
sozinho e apesar de dizerem que era apenas um coração partido doía-lhe o
corpo todo
. As borboletas que costumavam habitar no seu estômago tinham-se
extinguido, até o estômago se tinha ido embora, não havia comida que o
consolasse nem cheiro que o saciasse, talvez por ele já não mais existir ou talvez
pelo coração estar de luto e todos os outros pedaços do seu ser também
. «
She was a broken hearted girl ». Depois de descer as escadas e ao chegar ao
sofá, o seu corpo apenas caiu inanimado, nem a manta nem a lareira reconfortavam
a sua alma, consolavam apenas o corpo que estava coberto de arrepios que já tinham
percorrido todas as suas vértebras, tendo agora chegado ao seu pescoço. Um rio
de lágrimas podia nascer-lhe nos olhos que ela não as ia limpar com a manga do
robe, podia alguém chegar que ela não ia fazer força para contrair a gravidade
que continuava a atrair as lágrimas, podia a casa estar a arder que ela ardia
com ela. E então decidiu ficar ali, apenas ficar, e render-se à fraqueza.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013




 


Eu quis chorar, respirei fundo, mas contive todas as lágrimas, segurei a dor bem dentro de mim para mais uma vez não desabar. Cheguei a este ponto, ao que não sinto mais nada, estou completamente apática, olho para o chão e vejo o meu coração espalhado por aí, os remendos que ele já tinha desfizeram-se... e agora eu não tenho vontade nenhuma de me levantar, pegar neles um por um e voltar a cola-los, não dá mais. Estou cansada que me magoem, estou tão cansada em dar sempre um voto de confiança e me desiludir. Tenho hematomas por todo o lado, eu vejo-os, vejo também a minha alma a sangrar, mas já nem essa tem forças para pedir socorro. As esperanças foram embora de uma vez por todas.

Já não há pelo que lutar, nem por mim própria.

sábado, 30 de novembro de 2013




 


Estes dias têm sido tão cheios de dor e lágrimas, ontem foi a primeira vez que chorei por causa de ti, mas não foram saudades tuas, foi só porque eu apercebi-me que o meu mal é não falar sobre as coisas, não desabafar, guardar tudinho aqui dentro até não caber mais.. E como é tanta coisa junta aqui dentro, mesmo que eu fale ou desabafe eu nunca vou conseguir dizer tudo, então não vale de nada, porque a dor continua e parece que só aumenta cada vez mais. Sabem quantas vezes fui traída? Nem eu, perdi-lhes a conta de tantas que foram. Não dá para confiar, para avançar, para gostar, para nada! O medo e as inseguranças vão ser sempre maiores e não me venham dizer que não podemos deixar o medo impedir-nos de sermos felizes e essa porcaria toda que vocês falam, porque não foram vocês que passaram 4 anos a sofrer! Sempre com esperança e sempre a serem iludidas. Vocês não têm a mínima noção do que eu passei! Eu sei, eu também perdoei e voltei tantas vezes para a pessoa que merece o dobro do que me fez passar! Mas era errado ter esperança que algum dia ele fosse mudar? Era errado ama-lo? A esperança cega-nos tanto, arrasta-nos para o fundo do poço e deixa-nos lá sem forças, eu fiquei tantas vezes maltrata naquele fundo, tantas vezes que eu não o consegui escalar, tantas vezes que eu estava a sangrar por dentro, quis gritar e não conseguia, reparei que ninguém vinha em meu auxilio e resolvi levantar-me aos poucos...não foi nada fácil, porque ainda tantas vezes me sinto lá em baixo sem ninguém, e há dias que nem me apetece tentar arranjar forças. Culpo-te de tudo, porque agora quem está bem és tu e eu fico com este grande trauma que ninguém entende, nem tenta compreender, qualquer coisinha me afeta. Tenho medo de tudo e todos, principalmente de começar a gostar de alguém, idk acho que já chega de sofrer e que mereço ser feliz.


Apesar de tudo, tornei-me na mulher forte que sou, apercebi-me que o grande amor da minha vida sou eu própria e aprendi a superar todos os obstáculos, a não deixar que mais ninguém me pise ou abuse de mim. É só que nestes dias que parecem sem fim, tenho-me apercebido que a dor que me causaste nunca vai passar...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013






 As minhas coisas íntimas, são as minhas coisas e por isso eu nunca as partilho com ninguém. Aquela tarde de verão, transformou-se no pior pesadelo da minha vida que até hoje me persegue e magoa mais que qualquer coisa. Fizeram com que eu quisesse desaparecer, com que eu quisesse morrer, pois não havia pelo que viver ou por quem viver, nem sequer por mim própria. A vergonha e o medo tomaram conta de todo o meu ser, como é que alguma vez eu poderia superar ou ultrapassar tal coisa? Completamente impossível! Então vou acumulando e acumulando até que pare de doer, mas nunca pára. Preciso de ajuda mas não peço, preciso de um ombro mas não o tenho. Não consigo confiar em nada, nem em ninguém, como confiar quando se é tão maltratada pela vida? Como confiar se são sempre as pessoas mais próximas a nós que nos partem o coração e nos fazem sentir um nada? Não sei mais para onde me virar, perdi-me no meio desta vida cruel. Sento-me e choro, não há aqui ninguém para me amparar... então eu continuo sentada neste chão frio, o meu único apoio.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013




 sou esquisita, complicada. às vezes nem eu me compreendo a mim mesma. há uns dias
atrás se te visse partia-te o pescoço e espezinhava-te, hoje não. Orgulho-me de poder dizer que estou bem, sabendo o que sei. Que por hoje, pelo menos por hoje, já não te odeio nem estou magoada, já não tenho esperanças -
mas isso já não tinha há muito tempo
- e o teu nome já não desencadeia mil e uma memórias e lembranças,
notícias tuas já não são sinónimo de um aperto no peito e um arrepio na
espinha. Estou bem, ultrapassei-te. Mas se me sinto tão bem hoje, porque
é que na semana passada o rancor e a mágoa eram tão grandes que já não
cabiam dentro de mim?

Acho que quando estou mais em baixo, mais irritada ou enervada te culpo
de tudo, de todo o mal, descarrego em ti, mesmo que tu já não existas,
porque a verdade é que não sinto saudades nessas alturas, sinto raiva,
culpo-te das minhas inseguranças, desconfianças, do meu medo, de criar barreiras e não deixar ninguém entrar, culpo-te de todo o mal que me causaste porque é mais fácil culpar alguém que me magoou
do que descarregar em cima das pessoas que amo e que estão comigo todos
os dias.

Afinal sempre sou forte, afinal sempre foste passado, afinal sempre
estou bem, finalmente tenho a prova que precisava para convencer a mim
própria que já não gosto de ti e que me és indiferente, finalmente o dia
pela qual eu tanto esperei chegou, aleluia!

terça-feira, 26 de novembro de 2013




 


"Perdoa a minha incoerência e a mania de repetição. Não tenho coragem de fazer afirmações diretas e termino por dar voltas em torno do mesmo ponto. Quis fazer pedidos absurdos, daqueles que fazemos quando queremos um ombro para nos escondermos do mundo, mas apelos desesperados nada mais seriam que o pedido de mais uma promessa abstrata. Tenho medos incuráveis e uma dor de cabeça crônica que visita de tempos em tempos, já não penso no sentir como antes, parte de mim se dissolveu n’algum lugar inóspito e há pouco decidi procurá-la. Existe um momento único entre tantos outros momentos únicos, e nele nos vemos sozinhos no escuro, então pedimos para por favor, por favor, alguém nos salvar. Você provavelmente encontraria a saída sozinho, com esse ar que debocha das preocupações mundanas. Mas, veja bem, eu não. Me entrego à escuridão como quem transborda por qualquer excesso. Me perdi em devaneios tantas vezes que até hoje não sei responder se encontrei o caminho de volta, e por mais triste e desolador que isso seja, creio que a resposta é não. Meus passos são incertos e qualquer erro de percurso me oscila, você sabe porque decifra as palavras que nego. Finjo que tudo isso é um equívoco teu porque abismos não me são permitidos, então eu calo. Não deveria lhe dizer um terço das palavras que saem da minha boca, mas acontece sem que eu me dê conta. Teus olhos me tiram confissões absurdas e belas, você finge que não sabe, eu finjo que não digo. Me fiz ilusão só para poder viver a realidade sem consequências dolorosas, a verdade é que não sei se existe espaço dentro de mim para mais tropeços. Disseram-me que ainda estou frágil e receio dizer que na verdade sempre estive destinada a virar pó."






A insegurança grita dentro do meu peito, grita alto demais, faz com que
eu estremeça; faz com que a minha cabeça lateje e os meus olhos queiram
chorar. Tenho muito medo de ser novamente trocada por alguém, tenho medo que me substituam ou se fartem de mim.
Esse medo até pode ser absurdo, ele toma conta de todos os meus
pedaços. Tento evitar, tento não pensar que isso possa realmente
acontecer, tento depositar um pouco mais de confiança em mim mesma, mas por vezes a insegurança é tão mais forte.. É como se existisse uma voz a gritar ao meu ouvido que eu nem sempre sou
suficiente (...) É como se a tal voz gritasse que eu, mais cedo ou mais
tarde, serei trocada por alguém menos complicada.

sábado, 23 de novembro de 2013






Dói. Se me perguntarem o que aconteceu, só saberei responder isso: dói. Se me perguntarem onde é a dor, ainda assim só responderei: dói. Tudo tem a ver com aquele grito reprimido, aquelas atitudes não visíveis, aquele choro nem sempre contido: dói. Aquela vontade de cortar a garganta para não poder gritar. Aquela vontade de arrancar os olhos só para não ver o que não quero. Aquela vontade de esmagar o coração só para não me sentir assim. Mesmo com todas essas coisas incapacitadas ainda assim doeria. Porque não está na garganta, nos olhos ou no coração.

Está em toda parte.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013




 

Quando se sente que o amor acabou só nos resta o exílio. Exílio de palavras e gestos. E a piedade, porque não há nada mais tocante e patético do que não amar quem nos ama. Meu Deus! Eu preciso de viver um novo amor, uma grande paixão. Dessas que nos arrastam violentamente. Nos esmagam sem piedade. Nos fazem sofrer com a felicidade porque temos medo de perdê-la. Mas é tão fácil querer algo quando não temos medo.. Porque no fundo, eu sempre soube, eu sou sensível demais para amar. Uma palavra mal dita e já acabam com o meu dia, uma mensagem que se esquecem de mandar e derrubam-me como uma leve pena, a insegurança não só quanto aos outros, mas também quanto a mim percorre-me a alma e tenta devorar-me aos poucos. Será que algum vez me sentirei suficiente para alguém? Sinto um nó preso na minha garganta, as lágrimas querem cair mas eu teimo em prendê-las, quero sufoca-las para que elas não caiam, para que eu não me sinta ainda mais fraca do que sou.


Como é que alguém seria tão louco ao ponto de se apaixonar por mim?

quarta-feira, 20 de novembro de 2013






As pernas
cansadas do nada. Quebradas. Estou sem forças. Suores frios ou quentes. Já não
tenho sensibilidade. Perdi-a, por aí, entre tantos erros, desgostos e
desilusões. Exausta, cansada de tantas perdas. A cabeça pesada. Quase a explodir. Não me mexo. Apego... expetativas, são tantas. Parece que nunca aprendo. Inseguranças, medo.. tanto medo.. ele persegue-me para todo o lado, nunca me sinto suficiente. Aliás sinto-me um nada, neste exato momento. Estou presa
nesta cama que desconheço cada vez mais. Este antro de suor e dor. Que ninguém
sabe as histórias que esconde. Os segredos e as lágrimas que tantas vezes
absorveu. Esta cama, que me conhece melhor do que qualquer ser humano alguma
vez me irá conhecer. É ela, agora, o meu único e fiel porto de abrigo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013




 


Às vezes as pessoas que amamos magoam-nos, e nada podemos fazer senão seguir em frente com o nosso coração magoado. Às vezes falta-nos esperança. Às vezes o amor magoa-nos profundamente, e vamos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa. Às vezes perdemos a nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar. É a nossa razão de existir. Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra na nossa vida e torna-se o nosso destino. Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta no nosso coração pela falta de uma única pessoa. Às vezes a dor faz-nos chorar, faz-nos sofrer, faz-nos querer parar de viver, até que algo toque no nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo no nosso rosto. Tu descobres que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam a tua confiança, te traíram sem qualquer piedade. Tu entendes que o que era amizade para ti, para outros era apenas conveniência, oportunismo. Descobres também que as pessoas que dizem "amo-te" uma única vez, agora temem dizer novamente e com razão. Mas não deixes de acreditar no amor. Mas certifica-te de estares a entregar o teu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que tu dás. Manifesta as tuas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifica-te de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra. Jamais abras mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então não te irá restar nada. Tem sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco. Pois em algum outro momento, essa pessoa irá deixar-te e o teu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário. Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem.

sábado, 9 de novembro de 2013






Porque nunca ninguém soube cuidar do pedaço de mim que eu doava sempre que me entregava, porque nunca ninguém entendia que o que eu sentia era amor, mas que esse sentimento me causava medo, porque nunca ninguém soube as amarguras que por consequência vieram dessa doação a alguém que nunca mereceu ou nunca foi forte o suficiente para cuidar de mim, porque nunca ninguém olhou nos meus olhos e foi capaz de entender a dor que estes transmitiam, porque nunca ninguém foi capaz de detetar a quantidade de sorrisos forçados que eu coloquei no meu rosto para fugir dos olhares daqueles que tantas vezes me julgaram. Tantos porquês, tantas justificações numa vida que até hoje foi curta mas tem tanto para contar.





quinta-feira, 7 de novembro de 2013


"Você
acha que não consegue viver sem ele, até viver. Você acha que o amor
dele era incondicional, até amar outra pessoa. Você acha que nunca vai
sorrir na vida, até sua amiga fazer algo idiota. Você acha nada é tão
importante quanto ele, até alguém te lembrar o quanto você é especial
. O
tempo vai passar e ele vai ficar para trás, assim como tantos outros
amores cobardes. Que não amaram com a coragem que muitos homens não tem.
Aquela coragem que te tira a fala, aquela que se tem tanto para falar,
que é preferível fazer. Aquela coragem de trocar várias por uma só. O
tempo vai passar e você vai entender, que aquilo não era amor. Mas te
enganou direitinho. O tempo vai passar e ele vai voltar a conversar com
você, querendo relembrar das conversas, risadas, brincadeiras e manias.
Que você, com muita sorte, lembrará. Não com um ar de saudade de volta,
mas com saudades de um tempo que se foi. Dizem que o tudo o que vai,
volta na mesma intensidade com que foi. Só que ele voltou, em tempos
diferentes. Agora, você já está em outras conversas, risadas,
brincadeiras e manias
.”

domingo, 3 de novembro de 2013




 


Cansei de falar sobre as coisas e não acontecer nada. Cansei de falar sobre a dor e continuar a doer. Cansei de falar de saudades e ainda continuar a sentir a tua falta. Cansei de falar de beijos, abraços e carinhos sendo que tu nunca me deste isso de verdade. Cansei de falar sobre as coisas e sempre acontecerem como escrevo. Aliás, não acontecem as coisas boas, somente as más. Se escrevo sobre solidão, todos vão embora de um dia para o outro. Se eu escrevo sobre a morte, aos poucos pessoas vão-me deixando, não morte física, mas aquela morte que fica dentro de ti, como se a pessoa nunca tivesse feito parte da minha vida. Cansei de escrever sobre coisas, sentimentos, palavras sem nexo e ninguém perceber que é nelas que se encontra a minha dor, sendo ela constante. Cansei de demonstrar em forma de cartas a solidão que vive em mim. Cansei de gritar calada.

sábado, 2 de novembro de 2013






Magoada. Aprendeu a engolir o choro e agora carrega toda a tristeza no brilho dos seus olhos. Olhar baixo, com medo de encontrar alguém que possa partir o seu pequeno coração. Não consegue mais abrir-se para nada, nem ninguém. Está presa a um passado distante da realidade.. Necessita de amor, carinho, segurança e uma pitada de aventura. Necessita da pessoa certa ou de um coração de plástico. Cansou de se sentir desprezada, cansou de amar por dois. O fato é que ela não sabe o que é ser amada. Na matéria do amor, não aprendeu como ser retribuída. Viveu mares de ilusões, engoliu muitas mentiras, afogou-se nas suas próprias lágrimas e agora arrepende-se por ser tão intensa. Sempre ama demais e é amada de menos. Sempre se entrega demais e recebe de menos. Sempre acolhe e nunca se acolhe. Sempre querendo mais, sempre tentando demais, sempre fazendo mais pelos outros. E ela, sempre no seu cantinho, esperando a sua hora. Mas ela sabe, a hora sempre chega. A esperança ela nunca perde, a confiança jamais, o amor? Ah, o amor… Esse por mais doloroso que seja, por mais que o seu coraçãozinho esteja fraco, ela sempre vai ter forças para fazer quem ela quer, bem e feliz. 


E o sorriso? Ela tira do impossível, do imaginável, do inacreditável. E assim vive.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013




 


Tu sempre me protegias, fazias-me companhia quando ele ia embora e mesmo assim eu não te amei nem um bocadinho que fosse. Tu merecias alguém que te chamasse não só nas noites em que ias estar sozinho mas sim, em todas as noites. Alguém que te chamasse de meu sem hesitar nem um pouco. Tu merecias alguém que te considerasse copo de água em deserto, café quente em noite de frio e quem sabe, oxigénio. Tu merecias alguém que não fosse eu. E eu bem via nos teus olhos o amor que sentias por mim, um amor absurdo, completamente ridículo mas que dava prazer ver. Tu foste o único homem que eu senti que tivesse realmente gosto em amar-me. O único. Em mais nenhum eu vi o que vi em ti. Em mais nenhum os olhos brilhavam até quando eu os estava a maltratar.


Eu acho que o teu amor por mim era tanto, que não restava amor para eu nutrir por ti.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013








Não te culpes por teres saudades
dele, a culpa não é tua. É dele que te deu esperanças e depois fugiu. Mas não
vás a baixo porque ele não fugiu de ti, ele fugiu das responsabilidades que
vocês poderiam ter. Sim, fizeste mal em pensar que el
e ia querer ficar contigo, só porque gostava de te falar
e brincava contigo de uma maneira que mais ninguém brincava, mas a culpa não é
tua de teres um coração mole. Por fora és uma rapariga que não precisa de
ninguém, que tenta demonstrar que nem sequer gosta de carinho, o que não é verdade, mas por dentro precisas de muita
proteção e é rara a pessoa que ta pode dar
. Mas não te martirizes por uma coisa
que não deu certo, porque tens a vida toda para encontrares outra. Cliché, mas
é verdade. Dá valor ao que tens enquanto podes, não deixes fugir o que te faz
rir. Corre atrás do teu sorriso, ou do motivo dele. Mas valoriza-te, não deixes
que ninguém te pise ou pense que pode fazer de ti o que quiser. E quando ele
voltar, se voltar, faz-lhe ver o que perdeu e que não precisas dele como já
pensaste precisar. Estás melhor sem ele, mas ele... melhor que tu, não arranja.
A culpa não é tua. Nem um bocadinho.

terça-feira, 29 de outubro de 2013






Querido futuro namorado,




Peço-te que tenhas paciência comigo, a maioria não tem;
e gostaria que fosses diferente. Eu sou totalmente estranha. Tenho as minhas
manias estranhas, o meu jeito de falar também é estranho, o meu gosto é
estranho
, tenho um riso estranho, a minha
maneira de entender as coisas é estranha e a minha maneira de pensar também é
bem estranha, mas eu gosto de ser estranha. Entende que eu sou carente e
muito, por sinal.


Gostava que me abraçasses o tempo todo, mas um
abraço bem apertado sabes? Para eu sentir o teu calor e teu cheiro ficar na
minha roupa. Eu sou extremamente ciumenta, portanto, não fales de raparigas
perante mim. Não gosto muito de flores, mas aceito mensagens de madrugada,
mesmo que me acordes; eu não me importo. Quando eu estiver triste, mesmo que eu
diga que não, é o momento que eu mais te quero por perto, que eu mais quero o
teu abraço, as tuas palhaçadas para tentares tirar um sorriso do meu rosto, do
teu carinho, do teu amor. Gosto de rapazes engraçados, mas não confundas com
infantis. Queria também que te importasses e te preocupasses comigo, gosto
disso. Deixa-me morder-te. É a minha maneira estranha de mostrar afeto. Sê
muito romântico ou lamechas, isso agrada-me. E faz-me muitas surpresas. Não
mudes comigo quando estiveres com os teus amigos, EU ODEIO ISSO. Mostra aos
outros que eu sou tua, acho fofo quando sentem ciúmes de mim sabias? Espero que
sejas homem para dizer o que está a faltar ou o que está em excesso, o que
queres ou não queres. Quero fidelidade, honestidade, quero atitudes, quero
carinho, quero sorrisos, quero lágrimas de alegria, quero companhia, quero amor
sem medo. Não desistas de mim, assim, sem motivos tá? Todos fazem isso, e
repito, gostava que fosses diferente. Não esperes que eu te diga o que eu quero,
o que eu sinto ou o que deixo de sentir, eu gostava que te percebesses. Não
deixes de dizer "eu amo-te" sempre que possível. E se eu disser que
"eu amo-te mais", acredita.


Por favor, não partas o meu coração; ama-me apenas.
Ama-me pelo o que eu sou ok? É tudo o que eu peço. E habitua-te, eu sou
completamente complicada.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013


"Ficar por um beijo na boca quando o corpo pede mais"   


    



sábado, 26 de outubro de 2013




 


Já tive tantas saudades, tantas amizades que
se perderam pelo caminho, tantos amores com finais infelizes. Nunca
deixei de acreditar em mim, nem nas minhas capacidades de fazer sempre
melhor. Nunca desisti, nem por breves momentos. Errei ta
ntas,
mas tantas vezes. Mas hoje, continuo levantada e de cabeça erguida e
irei sempre continuar assim. Por segundos, horas, dias, semanas, meses e
até por anos. Não vou ser tão perfecionista, como sempre costumo ser, isso desgasta-me a alma e deixa-me cansada. Não quero, de maneira
nenhuma, mostrar o meu pior lado. Já confundi mudanças com perdas, e
isso hoje está bem vincado na minha cabeça. As perdas magoam-nos,
fazem-nos sofrer. As mudanças são precisas, mesmo que nos deixem
saudades. Agora, é simplesmente sorrir e fingir que a vida recomeça a
cada segundo que passa. Nunca tive um sentimento tão suportável como
este. Nunca tive uma paixão com tanto respeito e compreensão. Nunca tive
alguém que, depois de tantos erros, continuasse a tratar-me da mesma
maneira


Por isso, continuar a ser forte e sorrir a cada dia que passa
torna-se essencial.



É
difícil lidar comigo, é complicado entender-me. Às vezes grito, outras
vezes não suporto nem ouvir a minha voz. Às vezes acho-me sem graça e
chata, outras vezes discordo disso. Às vezes rio à toa, outras vezes até
me dói a alma só por ter de sorrir para alguém. Às vezes não tenho a
mínimo de vergonha, outras vezes não consigo dizer “olá” a um estranho.
Às vezes odeio toda a gente, outras vezes acho
que foi precipitado generalizar. Às vezes acho-me cheia de amigos,
outras vezes acho que sou a pessoa mais solitária. Às vezes acho que
odeio, outras vezes acho que gosto e em ambas as vezes, quase sempre
mudo de opinião. Às vezes acho-me burra por ter errado, outras vezes
acho-me inteligente por ter aprendido com o erro. Às vezes sinto-me
carente, outras vezes não quero que ninguém me abrace. Às vezes não
consigo dormir, outras vezes não consigo acordar. Às vezes acho que
chegou ao fim, outras vezes acho que é só o começou. Às vezes sou
segura, outras vezes sou um poço de insegurança. Às vezes sinto demais,
outras vezes sou uma pedra de gelo. Às vezes acho coisas demais, outras
vezes acho que não acho nada e sinto-me muito confusa para entender
isso. Às vezes sento-me perdida, outras vezes continuo a sentir-me
assim. Odeio decepcionar, mas às vezes nem percebo o quanto consigo
magoar alguém só com as minhas palavras.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013






Raios partam. Estou mal. Eu sei que estou mal. Mas desta vez é diferente. Também me sinto bem. Eu sei que também estou bem. Mas apetece-me rir. É, também me sinto apática. E quero acabar com tudo. Mas se quero acabar com tudo tenho reação. No entanto essa reação não conta porque não tenho coragem suficiente. Oh mon dieu, não sei o que fazer da minha vida! Assaltaram-me os pensamentos, mas não conseguiram decifrar o código tão malévolo que ele traduzia. Sinto o cérebro a rebentar, sinto o coração a morrer. Mas não faz sentido, não aconteceu nada para estar assim. Oh já sei, foi isso. Não aconteceu nada. Ele não fez nada. Nada de nada. Foi esse o problema. Mas não pode ter sido. De maneira nenhuma. O que me aconteceu? Para onde me levaram? Porquê tanta incerteza? Tanta assombração? Quero escrever, mas não consigo. Já nada é o que era. E o pior é que já não voltará a ser. Eu sinto-o. E quando sinto alguma coisa, raramente me engano.


 








Nós procuramos sempre por um amor que seja
honesto e que dure o mais possível, mas raramente o encontramos. Então
quando uma pessoa qualquer aparece e nos diz aquelas palavras que
precisamos de ouvir, lá vamos nós viver uma ilusão, inventamos
uma coisa que na realidade não o é. Eu acho horrível aceitar o facto de
que eu estou em disponibilidade afetiva e é esse espaço branco entre
dois encontros que pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso é que
eu acho que às vezes nós nos enganamos. E depois o que é que acontece
connosco? Vamos vivendo aquilo, porque não aguentamos o facto de
estarmos sozinhas.




 


Rendi-me aos encantos do teu jogo sujo.
Decorei o preço de perder alguém e cobri-me com um véu ensanguentado.
Não é por medo, não é por estar magoada. É por protecção. Aprendi a não
sonhar em vão e a lutar mais por mim mesma. Não preciso de
um anel no dedo nem de juras de amor eterno. Palavras doces e brilho
nos olhos não encantam o meu coração
. E espanta-me, a forma como algumas
pessoas dizem a verdade e conseguem mentir a dobrar. Eu opto apenas por
fingir-me de ingénua e deixar que caiam nas tramas da sua própria
ignorância. E o amor é algo que nasce por algum motivo, une duas pessoas
mas existe sempre um mas, a dor e a saudade interferem e nada dura para
sempre. Estamos numa sociedade de merda, na qual ninguém sabe
sobreviver sem ferir alguém. Eu não acredito firme e completamente no
amor. Mas amei, só não fui amada. E foi naquele momento, em que percebi
que o amor que dizias sentir por mim, sentes por todas. Morreste no meu
coração e levas-te contigo a mágoa que havia em mim
.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Eu não acho que seja possível preencher um espaço vazio com aquilo que tu perdeste. Não acho que os nossos pedaços perdidos caibam mais dentro de nós, depois de eles se perderem. Agora foi a minha ficha que caiu: se eu de alguma forma a tivesse de volta, ela não encheria o buraco que a perda dela deixou.

Tudo continua do mesmo jeito, os efeitos do pós-amor ainda me afetam, seja o vazio matinal ou a obsessiva saudade noturna. Os dias passam, com o gosto de tanto faz, tanto fez. Dias nublados, dias obscuros, carentes de sorriso e desprovidos de felicidade. As horas por sua vez, arrastam-se, rastejam-se e insistem em atrasar-se, fazendo com que mais desses pensamentos surjam, pensamentos não tão positivos assim, pensamentos que só uma mente solitária entenderia, apenas uma alma flagelada compreenderia. Dizem que a esperança é a última a morrer, mas a julgar pelo meu interior eu diria que até mesmo essa se foi. Em mim, já não há vestígios de amor, tão pouco de dor. Esta monotonia deixa-me vazia, se bem que o vazio não existe, é apenas uma ausência e esta pode ser descrita como saudade. Mas quem se está a refugiar e a fugir do mundo sou eu. O tempo voa e eu tenho medo de não conseguir alcançá-lo novamente.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013














Gosto
de ti. Gosto muito de ti. Gosto de ti até demais. Gosto de ti e tu não mereces.
Mas não tenho nada a fazer e olha, gosto de ti. Tentei esquecer-te, tentei, mas
não consegui. Evitei falar de ti como se o teu nome me magoasse. Até o teu nome
nos meus contactos eu mudei. Mas não mudei de coração, talvez seja por isso que
ainda não te esqueci e continue a gostar de ti desta maneira como tu nunca
há-des gostar de mim. Tenho pensado muito em ti, sabes? Como sempre.









Existem amizades que por mais erros que haja se conseguem sempre ultrapassar e existem outras que nada volta a ser como antes.. não sei como a nossa algum dia será. Ambas errámos, mas eu tentei ir atrás e tu nunca escutaste, então eu digo palavras que não sinto só para ferir mais, só para não sentir tanta mágoa, é mau, é injusto, mas não é defeito é feitio. E tu melhor que todos os outros conheces-me para além de tudo, pensei 1000x em te mandar uma mensagem, em dizer o quanto sinto a tua falta, mas como sempre o meu orgulho é maior, sempre foi.. Não vês o quanto erraste em fazeres aquele escanda-lo todo, ao contares coisas a meu respeito em vez de vires falar comigo como duas adultas que já somos, ao contares coisas minhas a outras pessoas, a raiva, a dor, não são desculpas para tais atos. Porque eu também estava com isso tudo e não falei sobre nada a ninguém, e eu não consigo lidar com isso, não consigo achar perdão para isso.. Nem uma única vez foste atrás, decidiste apenas falar sobre mim, então ao que parece cada uma se acomoda com a vida que tem.

Lembra-te que mesmo longe estarei aqui, mesmo se precisares de mim nunca te virarei as costas, afinal a amizade é isso.


Não adianta tu quereres inventar desculpas, se não estás interessado. Se realmente estivesses, correrias atrás. Se fosse verdadeiro, ninguém iria embora. A gente entende que precisa deixar ir mesmo quando se quer muito manter alguém por perto. A gente demora a aceitar, inventa mil desculpas sobre a falta de interesse “ ah talvez ele esteja ocupado demais para me poder ligar”.

Mas queres saber? Quem quer corre atrás, quem quer arranja uma maneira!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013










Achei
em tempos que seria fraca se desistisse, hoje sei que fraca fui por me agarrar
demais a ti
, a sonhos sem fundamento e na verdade sinto-me ingénua agora,
perante tal realidade indesejada, que não traz nada de novo e me atira para o
mundo da tristeza todas as noites. Era inevitável que assim fosse, sempre o
soube, fui adiando viver na realidade que construí para mim e este é o momento,
enfrento-o sem qualquer outra saída, até porque é tempo de me obrigar a isso. É
tempo de matar esta esperança que não me salva
, apenas me mata. Às vezes dizem-me
“haverão dias melhores” eu sei e a cada dia que passa eu sinto cada peça do meu
coração a compor-se, ao construí-lo de novo.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013




 


 


Eu tenho me sentido estranha, talvez meio longe, talvez perdida. Tenho tentado levar os dias com mais calma, tenho tentado dormir sem tanto peso. Aceitar as coisas como elas são realmente difíceis, afinal a gente sempre quer um pouco mais e isso talvez seja da natureza humana. Mas não sei, sinto-me o erro, ou talvez eu me importe demais com os pequenos detalhes. Realmente sou complicada, tenho muitas dúvidas, tenho muitas perguntas e mal sei como agir diante da vida, mas estou a tentar deixar-me levar, seguir em frente e deixar que a vida me mostre o caminho certo...

sábado, 12 de outubro de 2013






As suas mãos tremem, a vontade de chorar é imensa mas nem assim as lágrimas teimam em cair, a dor consome-a, ela quer gritar mas sente a sua garganta presa, ela quer fugir mas não consegue sair do mesmo sítio, ela sente cada vez menos o seu pequeno coração a bater, ela está sufocada pela desilusão, ela não aguenta tanta mágoa. Ela parece de ferro, ela faz-se de forte, ela demonstra que tudo lhe passa ao lado, mas ela caí e fere-se com qualquer coisinha, ela está devastada, ela pensa "até quando vou conseguir suportar mais isto?" ela continua no chão à espera de alguém, ela quer pronunciar aquela pequena palavra, ela tem medo, ela está farta de lutar, ela não percebe porque é que fazem isto com ela, ela é pequena, é frágil, ela precisa de amor e de muitos cuidados mas ninguém entende.

d-e-s-i-s-t-i-r, a pequena palavra com que ela tem de lidar

sexta-feira, 11 de outubro de 2013




 


Por favor não me prometas o mundo, não quero tudo isso, eu só quero atenção. Quero que notes o meu novo corte de cabelo ou a cor que quase imperceptivalmente mudou. Diz diariamente o quanto me amas, diz várias vezes e não só com a boca, use os olhos e o teu coração, usa a alma para me falares do teu amor. Lembra-me diariamente que sabes e podes-me fazer feliz, relembra-me dos nossos primeiros encontros e de como tu adoravas rir ao telefone. Lembra-me do quanto eu amava o teu riso ao telefone. Lembra-me o porquê dos nossos beijos se completarem e não te esqueças de dizer o quanto queres que isso nunca mude. Às vezes eu não vou merecer isso, mas tem paciência e só aumentes o tom de voz quando precisares de cantar a nossa canção para que eu perceba que ela ainda faz sentido. Quando eu não merecer o teu beijo, beija-me mesmo assim e não digas nada, eu vou saber interpretar o teu silêncio e vou querer corrigir o meu erro. Não deixes que outro alguém me dê o seu ombro, quando o ombro que me pertence é o teu e não deixes que ninguém seja mais meu amigo do que tu, não quero ter segredos com outra pessoa, entendes isso? Se não houver mais planos e de alguma forma perder a graça, diz-me isso e diz-me se queres recuperá-la, diz antes que seja tarde e eu farei por ti ainda mais do que eu faço, qualquer coisa, o que quer que seja para que a magia não se perca. Está atento a mim, mostra-me isso. Estou ligada a tudo o que te cerca e a única coisa que podes evitar para que isso mude, é que tu faças o mesmo por mim. Ama-me de volta, com toda a atenção e carinho que também te dedico, ama-me por inteira e permite-me que eu possa amar-te também.


Ama-me de verdade e convence-me todos os dias, que não fará sentido algum amar outro alguém.

terça-feira, 8 de outubro de 2013


Vou dizer-te o que sinto: sabes o que é tu dormires a pensar em alguém e acordares com esse mesmo alguém na tua cabeça? Como se já não bastasse o meu coração só acelera quando falo contigo, tinhas que dominar também os meus pensamentos? E os meus ouvidos? Parecem coligados com a minha alma. E os meus olhos, estes são deslumbrados por ti, porque quando os fecho é o teu rosto que eu vejo, de um jeito só meu, um jeito que tive que criar na tentativa de saciar a vontade de te ter. A minha boca já nem mais me obedece, vive falando no teu nome sem me deixar perceber. E os meus lábios? Estes vivem na espera de encontrar os teus.

domingo, 6 de outubro de 2013







Quando estamos sempre viradas de costas uma para a outra, tentamos sempre ao máximo esconder aquilo que sentimos, esconder as saudades, esconder que aquela única pessoa que nos entendia melhor que nós mesmos já não está ali.. Mas isso entre nós nunca foi suficiente, nunca foi suficiente desistir e acabar com aquilo que no fundo sempre nos uniu mais do que nos separava. Eu não sei explicar, tu entraste na minha vida e criaste um sentimento inagualável, eu sinto um carinho tão grande por ti que me transmite um grande conforto..só tu consegues ouvir o meu coração como mais ninguém o faz! É tão estranho e díficil de explicar, nós temos uma cumplicidade tão grande, nós conseguimos falar de tudo, nós estamos sempre ao lado uma da outra, sempre prontas a dar a mão sem vacilar! Como é que isso é possível, como é que é possível sermos isto tudo? A verdade, é que entre tantas coisas já andamos cá à 2 anos e não há maior coisa que eu queira na vida do que poder partilhar todos os dias da minha vida ao teu lado, bem pertinho de ti :3 Pior do que aquilo que nós enfrentámos uma com a outra não existe e se conseguimos superar isso, então conseguimos superar tudo o resto! Afinal até o nosso amor consegue ser maior que todo o ódio e sofrimento e isso é tão lindo de se ver e sentir. Acho que não há nada que nos descreva melhor que isto: nós
somos assim, temos medo de tudo.. mas também resposta para tudo.
Sentimos frio e precisamos sempre de alguém. Não superamos facilmente,
mas sabemos dar a volta por cima e ocupar as lacunas em branco. Nem
sempre conseguimos ser frias e apegamo-nos a tudo e a todos. Nós também
não temos amnésia, nem facilidade em esquecer as coisas. 


Mas não faz
mal, porque no final temo-nos sempre uma à outra.
 




 Nós nunca sabemos o tempo que temos com alguém, não
sabemos se vai durar ou se vai acabar num piscar de olhos, não temos
controle sobre o tempo em que estamos a viver, não temos controle sobre a
permanência das pessoas nas nossas vidas, elas ficam ou vão embora por
vontade própria. Não sabemos
nada sobre o tempo, essa é a verdade, queremos aproveitá-lo quando
está prestes a esgotar-se, queremos aproveitar aquele fim de festa que
no começo parecia que nada de especial aconteceria ali, mas no final
fica emocionante porque todos estão felizes, porque a bebida tomou conta
daquelas pessoas, então a festa começou a ficar animada, que ironia
pois já é o fim da festa. O teu mal é esperar que as coisas aconteçam, é esperar que os outros
vão atrás de ti, é esperar que o tempo passe e tu nem te percebas.

sábado, 5 de outubro de 2013


"Eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo. Não sou a que tem mais paciência, nem a mais compreensiva. Também sei que já disse muitas palavras duras, varias vezes, sem pensar no efeito ou estrago que elas poderiam causar. Sei que nem sempre aceito que as coisas não sejam a minha maneira. Sei que erro muito, com certas atitudes, por mais que eu me esforce cada vez mais para ser um pouquinho melhor..., e sei também, que nem sempre consigo. Que por mais que tenha mudado e melhorado, o meu orgulho ainda se faz presente. E sei que, por mais que eu tenha aprendido a ser menos dura ou menos irónica, eu ainda magoo muitas pessoas que só querem o meu bem, por ser cabeça dura demais e não saber ouvir o que os outros têm a dizer. E não é por maldade, não. Talvez seja medo. Medo de me dececionar, como aconteceu inúmeras vezes. Medo de me entregar e, no final de tudo, perceber que nem valeu tanto a pena me esforçar para ser melhor. Vejo todos os dias pessoas sofrerem por terem dado tudo, e em troca não terem recebido nada.. Pessoas que acabam sempre sendo pouco, ou quase nada. Sou insegura, tenho medo, e isso cansa. Estou farta que venham e vão, quero que venham e fiquem."

sexta-feira, 4 de outubro de 2013










Eu não desisti de ti, afinal do que adiantaria insistir em algo que já estava na cara que não daria certo? E eu de tão tola que não via isso? Eu também nunca fui embora sem motivos. Sim, eu tinha e tenho motivos até hoje! Não te deixei, foste tu quem te deixaste a ti próprio. As tuas atitudes desencadearam a situação em que tu te encontras atualmente. Tive de aprender a ser suficiente para mim mesma, pois se eu não for, quem iria ser? Tu ensinaste-me isso. Ensinaste-me que amar não é só de uma pessoa, que não podemos exigir tudo de um só lado, que ambas as partes devem-se completar. Sempre fomos o problema que todos viam sem solução, mas com o tempo eu vi que a solução era acabar, terminar tudo de uma vez por todas, sem volta.

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013


O copo vazio, o corpo cheio, o coração indeciso, a coragem, o devaneio. A descoberta parada, a saudade calada, a esperança cansada e a vontade de ser amada. O medo de perder, a angústia de esquecer, a incoerência de não ver, a desventura de não ter. Os beijos roubados, os abraços dados, corações apertados, delírios evaporados. Os gritos roucos, os desejos loucos, a verdade de poucos e a mentira de outros. O copo encheu-se, o corpo perdeu-se, o medo esqueceu-se e a mentira abandonou-se. Caindo, caindo, caindo… Deixando-me pouco a pouco, matando-me muito a muito. Esquece-me, porque de mim já não lembro mais...

terça-feira, 1 de outubro de 2013




 


 


 


 


 




No fundo, no fundo eu sou frágil. Gosto de parecer uma pedra de gelo, uma barra de ferro, mas no fundo, sou um pedaço de vidro, um papel de carta que se não tiverem cuidado se pode rasgar, um enfeite de estante que quebra. O meu lugar é no colo de alguém que saiba cuidar de mim, que saiba dar de si. Eu preciso de cuidados, por mais que eu diga que sei o que ando a fazer, por mais que eu diga que sei cuidar de mim. Ninguém é forte o bastante a ponto de conseguir viver sozinho. Ninguém é tão forte quanto dizem ser. Todos nós precisamos de um carinho, de um aconchego quando a coisa aperta. O problema é que queremos que as pessoas entendam como nos estamos a sentir, mas a verdade é que nem nós mesmos sabemos. O problema é que existem pessoas que se importam, mas não acreditamos em nenhuma delas. É uma espécie de paradoxo. Fugimos na intenção de que alguém nos procure. Vamos embora na intenção que nos peçam para ficar. Não dizemos, mas queremos que percebam.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013


A verdade, é que estou a tentar parar de pensar em ti e não consigo..


Mas não me quero enganar, talvez seja melhor ficar
quieta no meu canto e apenas esquecer.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013














Vamos fingir que tudo está bem. Que as piadas ainda são engraçadas e que o coração não dói. Que o ambiente reservado para fumantes não sufoca, e que esperar na fila do banco não cansa. Vamos fazer parecer que nenhuma música é uma lembrança e que o cheiro não grudou na ponta do nariz. Vamos fingir que eu não o vejo em todos os recantos e que o meu lado da cama dele ainda espera por mim. Vamos fazer de conta que esse espaço todo não aperta, e que o que sinto não é necessidade. Vamos fechar os olhos e imaginar que esse ainda não foi o inicio do fim.