"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

sexta-feira, 25 de outubro de 2013






Raios partam. Estou mal. Eu sei que estou mal. Mas desta vez é diferente. Também me sinto bem. Eu sei que também estou bem. Mas apetece-me rir. É, também me sinto apática. E quero acabar com tudo. Mas se quero acabar com tudo tenho reação. No entanto essa reação não conta porque não tenho coragem suficiente. Oh mon dieu, não sei o que fazer da minha vida! Assaltaram-me os pensamentos, mas não conseguiram decifrar o código tão malévolo que ele traduzia. Sinto o cérebro a rebentar, sinto o coração a morrer. Mas não faz sentido, não aconteceu nada para estar assim. Oh já sei, foi isso. Não aconteceu nada. Ele não fez nada. Nada de nada. Foi esse o problema. Mas não pode ter sido. De maneira nenhuma. O que me aconteceu? Para onde me levaram? Porquê tanta incerteza? Tanta assombração? Quero escrever, mas não consigo. Já nada é o que era. E o pior é que já não voltará a ser. Eu sinto-o. E quando sinto alguma coisa, raramente me engano.

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