"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

quinta-feira, 28 de novembro de 2013






 As minhas coisas íntimas, são as minhas coisas e por isso eu nunca as partilho com ninguém. Aquela tarde de verão, transformou-se no pior pesadelo da minha vida que até hoje me persegue e magoa mais que qualquer coisa. Fizeram com que eu quisesse desaparecer, com que eu quisesse morrer, pois não havia pelo que viver ou por quem viver, nem sequer por mim própria. A vergonha e o medo tomaram conta de todo o meu ser, como é que alguma vez eu poderia superar ou ultrapassar tal coisa? Completamente impossível! Então vou acumulando e acumulando até que pare de doer, mas nunca pára. Preciso de ajuda mas não peço, preciso de um ombro mas não o tenho. Não consigo confiar em nada, nem em ninguém, como confiar quando se é tão maltratada pela vida? Como confiar se são sempre as pessoas mais próximas a nós que nos partem o coração e nos fazem sentir um nada? Não sei mais para onde me virar, perdi-me no meio desta vida cruel. Sento-me e choro, não há aqui ninguém para me amparar... então eu continuo sentada neste chão frio, o meu único apoio.

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