"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

quarta-feira, 27 de novembro de 2013




 sou esquisita, complicada. às vezes nem eu me compreendo a mim mesma. há uns dias
atrás se te visse partia-te o pescoço e espezinhava-te, hoje não. Orgulho-me de poder dizer que estou bem, sabendo o que sei. Que por hoje, pelo menos por hoje, já não te odeio nem estou magoada, já não tenho esperanças -
mas isso já não tinha há muito tempo
- e o teu nome já não desencadeia mil e uma memórias e lembranças,
notícias tuas já não são sinónimo de um aperto no peito e um arrepio na
espinha. Estou bem, ultrapassei-te. Mas se me sinto tão bem hoje, porque
é que na semana passada o rancor e a mágoa eram tão grandes que já não
cabiam dentro de mim?

Acho que quando estou mais em baixo, mais irritada ou enervada te culpo
de tudo, de todo o mal, descarrego em ti, mesmo que tu já não existas,
porque a verdade é que não sinto saudades nessas alturas, sinto raiva,
culpo-te das minhas inseguranças, desconfianças, do meu medo, de criar barreiras e não deixar ninguém entrar, culpo-te de todo o mal que me causaste porque é mais fácil culpar alguém que me magoou
do que descarregar em cima das pessoas que amo e que estão comigo todos
os dias.

Afinal sempre sou forte, afinal sempre foste passado, afinal sempre
estou bem, finalmente tenho a prova que precisava para convencer a mim
própria que já não gosto de ti e que me és indiferente, finalmente o dia
pela qual eu tanto esperei chegou, aleluia!

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