"Perdoa a minha incoerência e a mania de repetição. Não tenho coragem de fazer afirmações diretas e termino por dar voltas em torno do mesmo ponto. Quis fazer pedidos absurdos, daqueles que fazemos quando queremos um ombro para nos escondermos do mundo, mas apelos desesperados nada mais seriam que o pedido de mais uma promessa abstrata. Tenho medos incuráveis e uma dor de cabeça crônica que visita de tempos em tempos, já não penso no sentir como antes, parte de mim se dissolveu n’algum lugar inóspito e há pouco decidi procurá-la. Existe um momento único entre tantos outros momentos únicos, e nele nos vemos sozinhos no escuro, então pedimos para por favor, por favor, alguém nos salvar. Você provavelmente encontraria a saída sozinho, com esse ar que debocha das preocupações mundanas. Mas, veja bem, eu não. Me entrego à escuridão como quem transborda por qualquer excesso. Me perdi em devaneios tantas vezes que até hoje não sei responder se encontrei o caminho de volta, e por mais triste e desolador que isso seja, creio que a resposta é não. Meus passos são incertos e qualquer erro de percurso me oscila, você sabe porque decifra as palavras que nego. Finjo que tudo isso é um equívoco teu porque abismos não me são permitidos, então eu calo. Não deveria lhe dizer um terço das palavras que saem da minha boca, mas acontece sem que eu me dê conta. Teus olhos me tiram confissões absurdas e belas, você finge que não sabe, eu finjo que não digo. Me fiz ilusão só para poder viver a realidade sem consequências dolorosas, a verdade é que não sei se existe espaço dentro de mim para mais tropeços. Disseram-me que ainda estou frágil e receio dizer que na verdade sempre estive destinada a virar pó."
"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"
terça-feira, 26 de novembro de 2013
"Perdoa a minha incoerência e a mania de repetição. Não tenho coragem de fazer afirmações diretas e termino por dar voltas em torno do mesmo ponto. Quis fazer pedidos absurdos, daqueles que fazemos quando queremos um ombro para nos escondermos do mundo, mas apelos desesperados nada mais seriam que o pedido de mais uma promessa abstrata. Tenho medos incuráveis e uma dor de cabeça crônica que visita de tempos em tempos, já não penso no sentir como antes, parte de mim se dissolveu n’algum lugar inóspito e há pouco decidi procurá-la. Existe um momento único entre tantos outros momentos únicos, e nele nos vemos sozinhos no escuro, então pedimos para por favor, por favor, alguém nos salvar. Você provavelmente encontraria a saída sozinho, com esse ar que debocha das preocupações mundanas. Mas, veja bem, eu não. Me entrego à escuridão como quem transborda por qualquer excesso. Me perdi em devaneios tantas vezes que até hoje não sei responder se encontrei o caminho de volta, e por mais triste e desolador que isso seja, creio que a resposta é não. Meus passos são incertos e qualquer erro de percurso me oscila, você sabe porque decifra as palavras que nego. Finjo que tudo isso é um equívoco teu porque abismos não me são permitidos, então eu calo. Não deveria lhe dizer um terço das palavras que saem da minha boca, mas acontece sem que eu me dê conta. Teus olhos me tiram confissões absurdas e belas, você finge que não sabe, eu finjo que não digo. Me fiz ilusão só para poder viver a realidade sem consequências dolorosas, a verdade é que não sei se existe espaço dentro de mim para mais tropeços. Disseram-me que ainda estou frágil e receio dizer que na verdade sempre estive destinada a virar pó."
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