"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

sexta-feira, 1 de novembro de 2013




 


Tu sempre me protegias, fazias-me companhia quando ele ia embora e mesmo assim eu não te amei nem um bocadinho que fosse. Tu merecias alguém que te chamasse não só nas noites em que ias estar sozinho mas sim, em todas as noites. Alguém que te chamasse de meu sem hesitar nem um pouco. Tu merecias alguém que te considerasse copo de água em deserto, café quente em noite de frio e quem sabe, oxigénio. Tu merecias alguém que não fosse eu. E eu bem via nos teus olhos o amor que sentias por mim, um amor absurdo, completamente ridículo mas que dava prazer ver. Tu foste o único homem que eu senti que tivesse realmente gosto em amar-me. O único. Em mais nenhum eu vi o que vi em ti. Em mais nenhum os olhos brilhavam até quando eu os estava a maltratar.


Eu acho que o teu amor por mim era tanto, que não restava amor para eu nutrir por ti.

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