"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

quarta-feira, 23 de outubro de 2013


Tudo continua do mesmo jeito, os efeitos do pós-amor ainda me afetam, seja o vazio matinal ou a obsessiva saudade noturna. Os dias passam, com o gosto de tanto faz, tanto fez. Dias nublados, dias obscuros, carentes de sorriso e desprovidos de felicidade. As horas por sua vez, arrastam-se, rastejam-se e insistem em atrasar-se, fazendo com que mais desses pensamentos surjam, pensamentos não tão positivos assim, pensamentos que só uma mente solitária entenderia, apenas uma alma flagelada compreenderia. Dizem que a esperança é a última a morrer, mas a julgar pelo meu interior eu diria que até mesmo essa se foi. Em mim, já não há vestígios de amor, tão pouco de dor. Esta monotonia deixa-me vazia, se bem que o vazio não existe, é apenas uma ausência e esta pode ser descrita como saudade. Mas quem se está a refugiar e a fugir do mundo sou eu. O tempo voa e eu tenho medo de não conseguir alcançá-lo novamente.

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