"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

segunda-feira, 30 de setembro de 2013


A verdade, é que estou a tentar parar de pensar em ti e não consigo..


Mas não me quero enganar, talvez seja melhor ficar
quieta no meu canto e apenas esquecer.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013














Vamos fingir que tudo está bem. Que as piadas ainda são engraçadas e que o coração não dói. Que o ambiente reservado para fumantes não sufoca, e que esperar na fila do banco não cansa. Vamos fazer parecer que nenhuma música é uma lembrança e que o cheiro não grudou na ponta do nariz. Vamos fingir que eu não o vejo em todos os recantos e que o meu lado da cama dele ainda espera por mim. Vamos fazer de conta que esse espaço todo não aperta, e que o que sinto não é necessidade. Vamos fechar os olhos e imaginar que esse ainda não foi o inicio do fim.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"Revejo-me nua. Apresentas-te em lágrimas. Boas, como estás? Farto-me de ti facilmente. Estás entranhado em todos os meus poros. Simbolizas a guerra à qual eu não queria aderir. Deixei-me dessas participações. Não passamos de clientes em busca daquilo a que chamamos de amor. Julgava-me de luto. Onde é a loja mais próxima? Procuramos fornecedores que nos levem ao limite. Tu eras um fuzileiro e eu perdi-me no decorrer da batalha. Confundiste-me as prioridades. Don’t you ever say I just walked away, I will always want you. Podia culpabilizar-te por todos os meus erros que tu nem te ralavas. Explica-me, passados anos de sobrevivência quem és tu para mudar o meu jogo? As minhas regras... Ainda que voltasses para algo. Mas não vais, nem vens. E as minhas palavras são o fio que nos une. Aliás que te unem a mim. E eras tu que dizias que me querias ser tudo. O que acontece agora? Qual é o próximo passo? Importas-te de me levar até à porta? Só vejo paredes, concluo-me presa. Onde é a saída? I put you high up in the sky and now, you’re not coming down. Não existem noites frias, o meu coração continua quente e recheado de amor iludido. Quero liberta-lo mas não sei como, quero deixar-te ir em troca de beijos desconhecidos. Conheceste-me, sentiste-me, amaste-me. Não é assim tão simples. É mais como quem dá uma queca e baza. Bazaste e deixaste-me a flutuar. Grito-te até me pores no chão. Ouve-me cabrão! Põe-me no chão agora, não quero mais, não aguento mais. Merda de veneno que me faz querer-te desta maneira e mesmo de costas voltadas eu espero-te daqui a dois quartos de hora enquanto mando fazer o bolo do nosso aniversário. A vida continua a ensinar-me coisas mas só os teus mandamentos é que fazem eco na minha cabeça. Quem é esta pessoa que escreve à mão? Quem é esta pequena de olhos borratados? Porque raio te escrevo a carvão? Porque é que me dou ao trabalho de me massacrar se mal vejo as linhas do papel? Estou às escuras. Decidi acompanhar o órgão que chama por ti e pelos vistos me mantem viva. Zonza com palavras e joelhos em sangue de todas as vezes que me mandaste ao chão. O teu olhar ainda brilha, cor de chocolate delicioso, paixão por outra, indiferença por mim. Imagino-vos de mãos dadas e sorrisos de orelha a orelha enquanto eu, deste lado, convido lágrimas a sair. Porquê? Sinto-me escura e vazia. Filho da puta, devolve-me. Quero a minha alegria de volta. Quero-me! Diz-me onde é que me escondeste! Tenho saudades... Do teu colo, do teu mimo, das tuas palavras, do teu sussurrar, da tua maneira de demonstrar sentimento. Nunca soubeste sentir o meu amor mas garanto-te que sempre esteve entre nós. Sentes agora? Consegues sentir-me? Ainda pensas em mim? Lembras-te de nós? Desejas-nos? Eu sei que não. De qualquer das maneiras, dava tudo para te ter de volta..."

segunda-feira, 23 de setembro de 2013












Seria mais fácil se ele fosse um estranho, de quem ela pudesse desligar-se. Eles são muito diferentes. Gênios opostos, eu diria. Mas têm algo em comum. A liberdade. O desapego. O medo da entrega. Quem sabe ficando juntos encontram uma solução. Ela sempre pensou assim: "Para ficar do meu lado tem que ser melhor do que a minha própria companhia. Eu tenho que admirar." E ele parece-me um pedaço daquilo que a vida tem de mais charmoso. Ela estava a ficar intrigada. Que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Ela diria que ele salvou sua vida se não soasse tão dramático. Ele não faz planos ou promessas, só surpresas, ensinou-te a gostar de surpresas. Ele é diferente. De repente ela percebeu que o amor era o instante em que o coração fica a ponto de explodir.

domingo, 22 de setembro de 2013






«Nunca me deixes». O pedido foi feito num sussurro e a minha mente
perdeu-se algures por entre as palavras. Cada letra ecoava contra as paredes da
minha memória e levou-me ao passado. A uma situação morta que palpitou no meu
peito por momentos. Eu era uma miúda de novo e estava abraçada a alguém que não
queria perder. O meu coração estava apertado e eu só conseguia pensar que a
minha vida nunca mais seria a mesma. «Não me deixes, por favor», disse por
entre o sofrimento. Senti-lhe a inexistência de sentimentos ao ouvir «Não posso
fazer nada, já sabes. O fim chegou». Eu sabia. Todo o meu corpo e alma sabiam.
Transpiravam esse sofrimento. «Pelo menos não desfaças já este abraço», quase
supliquei com as lágrimas presas algures dentro de mim. E não desfez. Deixou-se
ficar ali, por momentos, até que se afastou. E eu desisti. Peguei em tudo o que
era meu e desapareci. Não havia mais nada que me prendesse aquele local, aquela
pessoa. Não foi a última vez que a vi, mas foi a última vez que lhe pedi para
que não me deixasse. Cresci, contra a minha vontade e aprendi a não depender
de ninguém para a minha felicidade
. Até hoje. «Nunca me deixes». O meu coração
parou por um momento. A voz que oiço é doce, trémula, apaixonada. Não é igual à
da pessoa que no passado me abandonou. É aí que acordo da visita ao passado e
me agarro ao presente.


«Acredita, nunca te vou deixar».

sábado, 21 de setembro de 2013














Eu nem sei o que é pior: estarmos
seguras e sermos traídas ou estarmos sempre inseguras e não nos fazerem nada
..
Já passei pelas duas situações e nenhuma delas foi confortável, mas uma
provém da outra
. Hoje em dia as pessoas magoam-nos sem sequer pensarem no
que estão a fazer duas vezes, magoam-nos como se aquilo fosse apenas afetar o
nosso presente, mas o que elas não sabem é que afetam também o nosso futuro.
Confiamos sem contestar, e acabam por nos mentir; damos oportunidades atrás de
oportunidades e acabam sempre por fazerem o mesmo.. Chegamos a casa e choramos
por toda a insegurança que temos nos afetar como se o mundo fosse acabar,
dizem-nos que não fazem nada e nós já nem acreditamos.. E depois quando
queremos algo novo, não conseguimos confiar, damos 100 passos para trás por
causa daquela história que nos magoou tanto, por causa daquele idiota que não
soube dar valor ao que tinha. Mas o melhor mesmo?


É estarmos sozinhas, qualquer
coisa é melhor do que ser iludida ou estar sempre preocupada.



quinta-feira, 19 de setembro de 2013




 


Não foi nada. Só estou cansada de ti, de nós, de tudo isto. Estou de partida, malas feitas, mesmo tu não acreditando. Para não me cansar mais ainda, paro no "não foi nada". E tu sais, irritado e com um “adeus” que eu odeio mais que tudo. Mas já não importa, adeus para ti também. Afinal, nada pode ser mais difícil do que ficar na situação que eu estou à tanto tempo. Ser indiferente vai ser fácil. Dor é normal, se não for forte, eu já nem sinto mais. Sempre te tratei melhor que todos os outros, e o que te faz ser melhor que eles? Seguindo essa lógica, teria o direito de te tratar até mal. Mas não sou assim, é uma pena. Acontece que agora eu não dou mais o meu melhor para quem me dá pouco. Não corro atrás de quem não dá um passo por mim. Não faço festa quando alguém que sabe que eu estou louca de saudades, não move um dedo para me ver. Acostumei-te muito mal, mas agora vou desacostumar. Porque o meu medo de te perder, virou o meu objetivo, então nada me prende. 


A dor de te ter na minha vida, afeta-me por inteira e eu não aguento mais.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013






A minha vida mudou muito nos últimos tempos. Eu mudei muito nos últimos tempos.
Mudei sem oferecer a menor resistência. Mudei sem me surpreender com as
mudanças. Elas simplesmente apareceram, aconteceram, invadiram-me e se
instalaram. Então, eu finalmente senti-me em casa dentro de mim mesma. E hoje,
mais do que nunca, sinto que não devo nada a ninguém. A gente demora demais
para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente a gente acorda. E
descobre que tem uma vida inteirinha pela frente…

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Tu és o amor da minha vida. E talvez, exatamente por isso, eu não consigo desistir de ti. Apesar dos teus erros, defeitos, medos. Apesar da tua maneira complicada de ser, da tua arrogância, do teu ego gigantesco. Apesar da tua mania de complicar o fácil, desistir do difícil, abrir mão de nós dois por qualquer felicidade momentânea barata. Apesar de tudo, tu ainda continuas a ser o amor da minha vida. E nem sequer as tuas dúvidas ou a tua muralha de defesa constante me impede de sentir um amor absurdo por ti. Mesmo que a gente não concorde em nada e brigue por tudo. Mesmo que o nosso plural, de uma vez ou outra, teime em ser apenas singular. Mesmo que o nosso quebra cabeças seja montado ao avesso. Mesmo assim, é o teu nome que o meu corpo grita nos momentos de solidão. É nos teus braços quentes que a minha crosta gelada se derrete. É em ti que eu encontro tudo o que não quero, mas tudo o que preciso. A tua insanidade completa o meu lado mais santo. O meu medo encontra forças na tua parte mais corajosa. O teu humor ácido ensina o meu mau humor constante a achar graça na vida. Eu tenho a certeza absoluta de: 
que tu és o amor da minha vida, o meu primeiro homem para sempre.








Não queria que isso se tornasse cansativo, monótono ou exagerado demais,
mas tu, mais do que ninguém sabes o quanto eu odeio ser previsível e o quanto
eu consigo ser isso quando escrevo. Ainda para mais se o destinatário tem o teu
nome. Não vou pedir-te para não me telefonares mais ou para que
pelo-amor-de-deus-me-telefones. O triste é ver que todo aquele amor virou um
mero “tanto faz”. E mais triste ainda é reconhecer que eu não tenho mais
motivos alguns para fingir que sou forte o bastante e aguentar tudo sozinha. Eu
desabo mesmo, choro mesmo, grito mesmo, bato o pé. A melhor parte de tu teres
saído da minha vida, é que eu tive espaço para entrar nela. Por
mais que não tenha mais sentido escrever sobre o que fomos, tão pouco tentar
escrever sobre outras pessoas procurando os seus traços no meio das palavras
embaralhadas.


 Queria que tu soubesses que eu ainda sinto aquela compulsiva
vontade e necessidade de encher papéis com trechos de qualquer coisa que me vem
à cabeça. Eu gostava de conseguir silenciar as minhas ideias e guardar as dores
para mim, como sempre fiz antes de quebrar as barreiras e compartilhá-las
contigo. Ainda dói, acreditas? Dormir sem o teu “boa noite princesa da minha
vida” dói. Não ter o teu colo, o teu ombro ou as pontas dos teus dedos gelados
fazendo carinho no meu cabelo dói. Dói ver as fotos, escutar as músicas ou sair
de casa e conhecer gente mais interessante e divertida que tu. Pergunto-me
quando é que eu estarei curada. Só espero, que um dia mais tarde quando leres
tudo aquilo que escrevo a teu respeito, que uma ponta de arrependimento
te toque um pouco mais fundo
.




Até te desejava o melhor, mas já me tiveste a mim.

domingo, 8 de setembro de 2013


Queres saber o que eu penso? Tu aguentarias conhecer a minha verdade? Pois toma. Prova. Sente. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou também vulnerável apesar de algumas vezes não parecer. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu peço-te. Provoca-me. Beja-me. Desafia-me. Tira-me do sério. Tira-me do tédio. Vira o meu mundo do avesso! Mas, faz-me sentir… Um beliscãozinho que for, dá-me. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar até não ter mais nenhuma lágrima. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. E agora pergunto-te: tu aguentarias viver na montanha russa que é o meu coração? 

Desculpa, mas nada é pouco quando o mundo é meu.

sábado, 7 de setembro de 2013


Por todas as vezes que chorei, por todas aquelas vezes
que gritei o teu nome e não vieste e por aquelas vezes que te dei o meu mundo,
o meu coração e tu não deste a mínima importância? Desculpa-me a indelicadeza, mas fode-te no caralho mais longe. Porque achas que com desculpas vais
conseguir recuperar todo o tempo em que me fizeste sofrer? Todo o
tempo em que fui parva e andei atrás de uma pessoa que não me dava valor? Se
achas, estás enganado, podes meter todas essas desculpas no meio do cu. Estás
surpreendido por esta minha agressividade? Não estejas, nem penses que é
orgulho ferido, porque não, orgulho ferido deverias ter tu por desperdiçares
uma rapariga que aguentava os teus caprichos, que nem depois de ser tratada
abaixo de cão ficou ao teu lado cuidando de ti
. Essa menina que engolia as
lágrimas a seco, que usas-te e deitas-te fora como se fosse lixo? Cresceu, e
advinha? Cada lágrima tornou-a mais forte. Mas chega de lamentar a triste
pessoas que és, não me leva a lado nenhum. Agradeço-te tudo de bom que tive e
desejo-te duas vezes o pior de tudo o que me causas-te. E tal como tudo têm um
fim, a tua jornada de campeão também teve um, na qual eu quis ser a primeira a
gritar bem alto “fim do jogo my love”
.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013


Se eu perdoaria uma traição novamente? Sim, o meu coração é nobre e há sempre perdão nele. Eu diria: "Amor, eu perdoou-te" Depois juntaria as minhas coisas e nunca mais aparecia, mas eu perdoei. Acho que não existe nada pior do que uma traição. Dedicar-se, entregar-se, amar alguém e esse alguém trair. "A carne é fraca", justifica. A carne é fracamas eu sou forte e não mereço alguém assim do meu lado. Tudo bem que há os modernos que vivem em relacionamentos abertos. Se eu acredito em relacionamentos abertos? Acredito! Relacionamento aberto, aberto ao fracassoaberto ao fim, aberto à mágoa, aberto a toda a falta de reciprocidade e dignidade sentimental que se possa imaginar. Afinal, o que é mesmo amar? É escolher uma pessoa entre milhões de espécies disponíveis no mundo e elegê-la ao cargo máximo de estar única e exclusivamente ao teu lado. Se é para ficar comigo e com mais meio mundo que aparecer na reta, eu prefiro ficar só! Numa traição não importam os motivos de quem traiu, mas a dor de quem foi traído. Se traiu porque sentiu-se atraído, sinto muito, mas eu não sabia que estava a namorar com um imã que atrai tudo e todos, portanto, controla-te! Traição não é oportunidade, nem escolha, é caráter. "Caráter é uma linha reta, não faz curvas". E se tu gostas de andar em círculos, anda sozinho. Lembra-te que toda a traição termina assim: em merda. E no amor não basta apenas dar a descarga! A questão não é ter tudo, é escolher alguém e fazer dar certo. E se tu não estás disposto a ficar com uma pessoa só, sinto muito de te informarmas o teu destino é morrer sozinho.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013


Tu deste-me todos os motivos do mundo para eu desistir de ti e eu continuei aqui. Isto é tão clichê não é? Mas é, enquanto tu foste o pior de sempre, eu estive aqui e protegi-te com todas as minhas forças, eu dei-te mimos, eu contei piadas, abracei-te, aguentei tudo e todos, e agora? Tu  foste embora mais uma vez sem me dar explicações, só que eu cansei. Então faz o seguinte caso tu voltes, prepare-te para encontrar uma pessoa muito mais feliz e amada por alguém que soube dar melhor e mais valor do que tu.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Porque nunca ninguém soube cuidar do pedaço de mim que eu doava sempre que me entregava a alguém, porque nunca ninguém entendia que o que eu sentia era amor, mas que esse sentimento me causava medo, porque nunca ninguém soube as amarguras que por consequência vieram dessa doação a alguém que nunca mereceu ou nunca foi forte o suficiente para cuidar de mim, porque nunca ninguém olhou nos meus olhos e foi capaz de entender a dor que estes transmitiam, porque nunca ninguém foi capaz de detectar a quantidade de sorrisos forçados que eu coloquei no meu rosto para fugir dos olhares daqueles que tantas vezes me julgaram. Tantos porquês, tantas justificações numa vida que até hoje foi curta mas tem tanto para contar. Histórias que se tornaram meras memórias, memórias essas que carreguei na minha mochila até certo momento da minha vida. Neste momento? Neste momento eu percebi que havia algo à minha espera, percebi que não podia continuar no fim deste poço profundo e sem luz, percebi que a vida era muito mais do que meras recordações que apenas tornavam a minha vida mais nostálgica e sem jeito, percebi que era necessário levantar a cabeça, deixar o chão que até então foi o meu suporte, a minha base e levantar-me, porque a vida continuava mesmo não possuindo o que outrora possuía. Era preciso renascer e voltar a viver.
Engoli a vontade de gritar para todos. E engoli um pouco da dor também. Mas isso está a acumular-se e a acumular-se aqui dentro de mim e eu não aguento mais. Já pensei em desistir. Já fiz até milhares de loucuras para ver se tirava pelo menos um pouco desta dor, mas parece que com o tempo só vai aumentando. Por isso fui desconfiando do que me dizem, dizem que com o tempo passa, cura. Mas isso é mentira. Porque para mim o tempo passa, mas a dor continua e dói mais. Há coisa pior do que ser substituída? Saber que tu não és unica que deixa a pessoa feliz. Saber que aquela pessoa que dizia: só tu consegues fazer-me sorrir! E de uma hora para outra tu percebes que não és mais a única que faz sorrir, a única que faz aquelas brincadeiras.
De repente tu descobres que não és mais única na vida da pessoa!

Diz-me se ainda sentes o mesmo, diz-me se fui só eu a culpada ou ainda tens um pouco de bom senso de admitires os teus erros. Diz-me se não passei de mais uma, de um nome riscado na tua patética lista. Diz-me se somos romance ou paixão. Diz-me.. o que mudou? Diz-me o que fiz de mal, onde errámos, o que nos faltou, o que nos estragou. Diz-me porque não me trataste como devias ter feito. Diz-me se fiz mal em não conseguir aguentar mais. Diz-me, diz-me por favor. Diz-me se ainda sentes a minha falta. Diz-me que não sentes saudades do meu corpo, dos meus lábios, do meu cheiro, da minha completa presença. Diz-me porque deixaste de acreditar? Diz-me porque te tornaste num monstro. Diz-me porque chegámos ao final e a única conclusão a que cheguei foi que nunca foste o que pensei que eras. Agora diz-me, mas diz-me, fui um erro? Diz-me só, porque me fizeste chorar, porque fizeste ser tão difícil para mim. Consegues deixá-lo dito ou preferes deixar por dizer?

terça-feira, 3 de setembro de 2013







Aprendi a proteger-me. Já não sou aquela rapariga que se escondia de todos os problemas, que se escondia das pessoas infiéis, que deixava o sofrimento fazer parte do seu dia a dia, que deixava as lágrimas escorrerem sempre que lhe tocavam no ponto fraco. Agora, ergo a cabeça e não deixo que me larguem e me deixem cair sem estender a mão, não quero deixar o meu passado fazer parte do meu presente. Olá força*