"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

quarta-feira, 30 de outubro de 2013








Não te culpes por teres saudades
dele, a culpa não é tua. É dele que te deu esperanças e depois fugiu. Mas não
vás a baixo porque ele não fugiu de ti, ele fugiu das responsabilidades que
vocês poderiam ter. Sim, fizeste mal em pensar que el
e ia querer ficar contigo, só porque gostava de te falar
e brincava contigo de uma maneira que mais ninguém brincava, mas a culpa não é
tua de teres um coração mole. Por fora és uma rapariga que não precisa de
ninguém, que tenta demonstrar que nem sequer gosta de carinho, o que não é verdade, mas por dentro precisas de muita
proteção e é rara a pessoa que ta pode dar
. Mas não te martirizes por uma coisa
que não deu certo, porque tens a vida toda para encontrares outra. Cliché, mas
é verdade. Dá valor ao que tens enquanto podes, não deixes fugir o que te faz
rir. Corre atrás do teu sorriso, ou do motivo dele. Mas valoriza-te, não deixes
que ninguém te pise ou pense que pode fazer de ti o que quiser. E quando ele
voltar, se voltar, faz-lhe ver o que perdeu e que não precisas dele como já
pensaste precisar. Estás melhor sem ele, mas ele... melhor que tu, não arranja.
A culpa não é tua. Nem um bocadinho.

terça-feira, 29 de outubro de 2013






Querido futuro namorado,




Peço-te que tenhas paciência comigo, a maioria não tem;
e gostaria que fosses diferente. Eu sou totalmente estranha. Tenho as minhas
manias estranhas, o meu jeito de falar também é estranho, o meu gosto é
estranho
, tenho um riso estranho, a minha
maneira de entender as coisas é estranha e a minha maneira de pensar também é
bem estranha, mas eu gosto de ser estranha. Entende que eu sou carente e
muito, por sinal.


Gostava que me abraçasses o tempo todo, mas um
abraço bem apertado sabes? Para eu sentir o teu calor e teu cheiro ficar na
minha roupa. Eu sou extremamente ciumenta, portanto, não fales de raparigas
perante mim. Não gosto muito de flores, mas aceito mensagens de madrugada,
mesmo que me acordes; eu não me importo. Quando eu estiver triste, mesmo que eu
diga que não, é o momento que eu mais te quero por perto, que eu mais quero o
teu abraço, as tuas palhaçadas para tentares tirar um sorriso do meu rosto, do
teu carinho, do teu amor. Gosto de rapazes engraçados, mas não confundas com
infantis. Queria também que te importasses e te preocupasses comigo, gosto
disso. Deixa-me morder-te. É a minha maneira estranha de mostrar afeto. Sê
muito romântico ou lamechas, isso agrada-me. E faz-me muitas surpresas. Não
mudes comigo quando estiveres com os teus amigos, EU ODEIO ISSO. Mostra aos
outros que eu sou tua, acho fofo quando sentem ciúmes de mim sabias? Espero que
sejas homem para dizer o que está a faltar ou o que está em excesso, o que
queres ou não queres. Quero fidelidade, honestidade, quero atitudes, quero
carinho, quero sorrisos, quero lágrimas de alegria, quero companhia, quero amor
sem medo. Não desistas de mim, assim, sem motivos tá? Todos fazem isso, e
repito, gostava que fosses diferente. Não esperes que eu te diga o que eu quero,
o que eu sinto ou o que deixo de sentir, eu gostava que te percebesses. Não
deixes de dizer "eu amo-te" sempre que possível. E se eu disser que
"eu amo-te mais", acredita.


Por favor, não partas o meu coração; ama-me apenas.
Ama-me pelo o que eu sou ok? É tudo o que eu peço. E habitua-te, eu sou
completamente complicada.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013


"Ficar por um beijo na boca quando o corpo pede mais"   


    



sábado, 26 de outubro de 2013




 


Já tive tantas saudades, tantas amizades que
se perderam pelo caminho, tantos amores com finais infelizes. Nunca
deixei de acreditar em mim, nem nas minhas capacidades de fazer sempre
melhor. Nunca desisti, nem por breves momentos. Errei ta
ntas,
mas tantas vezes. Mas hoje, continuo levantada e de cabeça erguida e
irei sempre continuar assim. Por segundos, horas, dias, semanas, meses e
até por anos. Não vou ser tão perfecionista, como sempre costumo ser, isso desgasta-me a alma e deixa-me cansada. Não quero, de maneira
nenhuma, mostrar o meu pior lado. Já confundi mudanças com perdas, e
isso hoje está bem vincado na minha cabeça. As perdas magoam-nos,
fazem-nos sofrer. As mudanças são precisas, mesmo que nos deixem
saudades. Agora, é simplesmente sorrir e fingir que a vida recomeça a
cada segundo que passa. Nunca tive um sentimento tão suportável como
este. Nunca tive uma paixão com tanto respeito e compreensão. Nunca tive
alguém que, depois de tantos erros, continuasse a tratar-me da mesma
maneira


Por isso, continuar a ser forte e sorrir a cada dia que passa
torna-se essencial.



É
difícil lidar comigo, é complicado entender-me. Às vezes grito, outras
vezes não suporto nem ouvir a minha voz. Às vezes acho-me sem graça e
chata, outras vezes discordo disso. Às vezes rio à toa, outras vezes até
me dói a alma só por ter de sorrir para alguém. Às vezes não tenho a
mínimo de vergonha, outras vezes não consigo dizer “olá” a um estranho.
Às vezes odeio toda a gente, outras vezes acho
que foi precipitado generalizar. Às vezes acho-me cheia de amigos,
outras vezes acho que sou a pessoa mais solitária. Às vezes acho que
odeio, outras vezes acho que gosto e em ambas as vezes, quase sempre
mudo de opinião. Às vezes acho-me burra por ter errado, outras vezes
acho-me inteligente por ter aprendido com o erro. Às vezes sinto-me
carente, outras vezes não quero que ninguém me abrace. Às vezes não
consigo dormir, outras vezes não consigo acordar. Às vezes acho que
chegou ao fim, outras vezes acho que é só o começou. Às vezes sou
segura, outras vezes sou um poço de insegurança. Às vezes sinto demais,
outras vezes sou uma pedra de gelo. Às vezes acho coisas demais, outras
vezes acho que não acho nada e sinto-me muito confusa para entender
isso. Às vezes sento-me perdida, outras vezes continuo a sentir-me
assim. Odeio decepcionar, mas às vezes nem percebo o quanto consigo
magoar alguém só com as minhas palavras.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013






Raios partam. Estou mal. Eu sei que estou mal. Mas desta vez é diferente. Também me sinto bem. Eu sei que também estou bem. Mas apetece-me rir. É, também me sinto apática. E quero acabar com tudo. Mas se quero acabar com tudo tenho reação. No entanto essa reação não conta porque não tenho coragem suficiente. Oh mon dieu, não sei o que fazer da minha vida! Assaltaram-me os pensamentos, mas não conseguiram decifrar o código tão malévolo que ele traduzia. Sinto o cérebro a rebentar, sinto o coração a morrer. Mas não faz sentido, não aconteceu nada para estar assim. Oh já sei, foi isso. Não aconteceu nada. Ele não fez nada. Nada de nada. Foi esse o problema. Mas não pode ter sido. De maneira nenhuma. O que me aconteceu? Para onde me levaram? Porquê tanta incerteza? Tanta assombração? Quero escrever, mas não consigo. Já nada é o que era. E o pior é que já não voltará a ser. Eu sinto-o. E quando sinto alguma coisa, raramente me engano.


 








Nós procuramos sempre por um amor que seja
honesto e que dure o mais possível, mas raramente o encontramos. Então
quando uma pessoa qualquer aparece e nos diz aquelas palavras que
precisamos de ouvir, lá vamos nós viver uma ilusão, inventamos
uma coisa que na realidade não o é. Eu acho horrível aceitar o facto de
que eu estou em disponibilidade afetiva e é esse espaço branco entre
dois encontros que pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso é que
eu acho que às vezes nós nos enganamos. E depois o que é que acontece
connosco? Vamos vivendo aquilo, porque não aguentamos o facto de
estarmos sozinhas.




 


Rendi-me aos encantos do teu jogo sujo.
Decorei o preço de perder alguém e cobri-me com um véu ensanguentado.
Não é por medo, não é por estar magoada. É por protecção. Aprendi a não
sonhar em vão e a lutar mais por mim mesma. Não preciso de
um anel no dedo nem de juras de amor eterno. Palavras doces e brilho
nos olhos não encantam o meu coração
. E espanta-me, a forma como algumas
pessoas dizem a verdade e conseguem mentir a dobrar. Eu opto apenas por
fingir-me de ingénua e deixar que caiam nas tramas da sua própria
ignorância. E o amor é algo que nasce por algum motivo, une duas pessoas
mas existe sempre um mas, a dor e a saudade interferem e nada dura para
sempre. Estamos numa sociedade de merda, na qual ninguém sabe
sobreviver sem ferir alguém. Eu não acredito firme e completamente no
amor. Mas amei, só não fui amada. E foi naquele momento, em que percebi
que o amor que dizias sentir por mim, sentes por todas. Morreste no meu
coração e levas-te contigo a mágoa que havia em mim
.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Eu não acho que seja possível preencher um espaço vazio com aquilo que tu perdeste. Não acho que os nossos pedaços perdidos caibam mais dentro de nós, depois de eles se perderem. Agora foi a minha ficha que caiu: se eu de alguma forma a tivesse de volta, ela não encheria o buraco que a perda dela deixou.

Tudo continua do mesmo jeito, os efeitos do pós-amor ainda me afetam, seja o vazio matinal ou a obsessiva saudade noturna. Os dias passam, com o gosto de tanto faz, tanto fez. Dias nublados, dias obscuros, carentes de sorriso e desprovidos de felicidade. As horas por sua vez, arrastam-se, rastejam-se e insistem em atrasar-se, fazendo com que mais desses pensamentos surjam, pensamentos não tão positivos assim, pensamentos que só uma mente solitária entenderia, apenas uma alma flagelada compreenderia. Dizem que a esperança é a última a morrer, mas a julgar pelo meu interior eu diria que até mesmo essa se foi. Em mim, já não há vestígios de amor, tão pouco de dor. Esta monotonia deixa-me vazia, se bem que o vazio não existe, é apenas uma ausência e esta pode ser descrita como saudade. Mas quem se está a refugiar e a fugir do mundo sou eu. O tempo voa e eu tenho medo de não conseguir alcançá-lo novamente.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013














Gosto
de ti. Gosto muito de ti. Gosto de ti até demais. Gosto de ti e tu não mereces.
Mas não tenho nada a fazer e olha, gosto de ti. Tentei esquecer-te, tentei, mas
não consegui. Evitei falar de ti como se o teu nome me magoasse. Até o teu nome
nos meus contactos eu mudei. Mas não mudei de coração, talvez seja por isso que
ainda não te esqueci e continue a gostar de ti desta maneira como tu nunca
há-des gostar de mim. Tenho pensado muito em ti, sabes? Como sempre.









Existem amizades que por mais erros que haja se conseguem sempre ultrapassar e existem outras que nada volta a ser como antes.. não sei como a nossa algum dia será. Ambas errámos, mas eu tentei ir atrás e tu nunca escutaste, então eu digo palavras que não sinto só para ferir mais, só para não sentir tanta mágoa, é mau, é injusto, mas não é defeito é feitio. E tu melhor que todos os outros conheces-me para além de tudo, pensei 1000x em te mandar uma mensagem, em dizer o quanto sinto a tua falta, mas como sempre o meu orgulho é maior, sempre foi.. Não vês o quanto erraste em fazeres aquele escanda-lo todo, ao contares coisas a meu respeito em vez de vires falar comigo como duas adultas que já somos, ao contares coisas minhas a outras pessoas, a raiva, a dor, não são desculpas para tais atos. Porque eu também estava com isso tudo e não falei sobre nada a ninguém, e eu não consigo lidar com isso, não consigo achar perdão para isso.. Nem uma única vez foste atrás, decidiste apenas falar sobre mim, então ao que parece cada uma se acomoda com a vida que tem.

Lembra-te que mesmo longe estarei aqui, mesmo se precisares de mim nunca te virarei as costas, afinal a amizade é isso.


Não adianta tu quereres inventar desculpas, se não estás interessado. Se realmente estivesses, correrias atrás. Se fosse verdadeiro, ninguém iria embora. A gente entende que precisa deixar ir mesmo quando se quer muito manter alguém por perto. A gente demora a aceitar, inventa mil desculpas sobre a falta de interesse “ ah talvez ele esteja ocupado demais para me poder ligar”.

Mas queres saber? Quem quer corre atrás, quem quer arranja uma maneira!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013










Achei
em tempos que seria fraca se desistisse, hoje sei que fraca fui por me agarrar
demais a ti
, a sonhos sem fundamento e na verdade sinto-me ingénua agora,
perante tal realidade indesejada, que não traz nada de novo e me atira para o
mundo da tristeza todas as noites. Era inevitável que assim fosse, sempre o
soube, fui adiando viver na realidade que construí para mim e este é o momento,
enfrento-o sem qualquer outra saída, até porque é tempo de me obrigar a isso. É
tempo de matar esta esperança que não me salva
, apenas me mata. Às vezes dizem-me
“haverão dias melhores” eu sei e a cada dia que passa eu sinto cada peça do meu
coração a compor-se, ao construí-lo de novo.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013




 


 


Eu tenho me sentido estranha, talvez meio longe, talvez perdida. Tenho tentado levar os dias com mais calma, tenho tentado dormir sem tanto peso. Aceitar as coisas como elas são realmente difíceis, afinal a gente sempre quer um pouco mais e isso talvez seja da natureza humana. Mas não sei, sinto-me o erro, ou talvez eu me importe demais com os pequenos detalhes. Realmente sou complicada, tenho muitas dúvidas, tenho muitas perguntas e mal sei como agir diante da vida, mas estou a tentar deixar-me levar, seguir em frente e deixar que a vida me mostre o caminho certo...

sábado, 12 de outubro de 2013






As suas mãos tremem, a vontade de chorar é imensa mas nem assim as lágrimas teimam em cair, a dor consome-a, ela quer gritar mas sente a sua garganta presa, ela quer fugir mas não consegue sair do mesmo sítio, ela sente cada vez menos o seu pequeno coração a bater, ela está sufocada pela desilusão, ela não aguenta tanta mágoa. Ela parece de ferro, ela faz-se de forte, ela demonstra que tudo lhe passa ao lado, mas ela caí e fere-se com qualquer coisinha, ela está devastada, ela pensa "até quando vou conseguir suportar mais isto?" ela continua no chão à espera de alguém, ela quer pronunciar aquela pequena palavra, ela tem medo, ela está farta de lutar, ela não percebe porque é que fazem isto com ela, ela é pequena, é frágil, ela precisa de amor e de muitos cuidados mas ninguém entende.

d-e-s-i-s-t-i-r, a pequena palavra com que ela tem de lidar

sexta-feira, 11 de outubro de 2013




 


Por favor não me prometas o mundo, não quero tudo isso, eu só quero atenção. Quero que notes o meu novo corte de cabelo ou a cor que quase imperceptivalmente mudou. Diz diariamente o quanto me amas, diz várias vezes e não só com a boca, use os olhos e o teu coração, usa a alma para me falares do teu amor. Lembra-me diariamente que sabes e podes-me fazer feliz, relembra-me dos nossos primeiros encontros e de como tu adoravas rir ao telefone. Lembra-me do quanto eu amava o teu riso ao telefone. Lembra-me o porquê dos nossos beijos se completarem e não te esqueças de dizer o quanto queres que isso nunca mude. Às vezes eu não vou merecer isso, mas tem paciência e só aumentes o tom de voz quando precisares de cantar a nossa canção para que eu perceba que ela ainda faz sentido. Quando eu não merecer o teu beijo, beija-me mesmo assim e não digas nada, eu vou saber interpretar o teu silêncio e vou querer corrigir o meu erro. Não deixes que outro alguém me dê o seu ombro, quando o ombro que me pertence é o teu e não deixes que ninguém seja mais meu amigo do que tu, não quero ter segredos com outra pessoa, entendes isso? Se não houver mais planos e de alguma forma perder a graça, diz-me isso e diz-me se queres recuperá-la, diz antes que seja tarde e eu farei por ti ainda mais do que eu faço, qualquer coisa, o que quer que seja para que a magia não se perca. Está atento a mim, mostra-me isso. Estou ligada a tudo o que te cerca e a única coisa que podes evitar para que isso mude, é que tu faças o mesmo por mim. Ama-me de volta, com toda a atenção e carinho que também te dedico, ama-me por inteira e permite-me que eu possa amar-te também.


Ama-me de verdade e convence-me todos os dias, que não fará sentido algum amar outro alguém.

terça-feira, 8 de outubro de 2013


Vou dizer-te o que sinto: sabes o que é tu dormires a pensar em alguém e acordares com esse mesmo alguém na tua cabeça? Como se já não bastasse o meu coração só acelera quando falo contigo, tinhas que dominar também os meus pensamentos? E os meus ouvidos? Parecem coligados com a minha alma. E os meus olhos, estes são deslumbrados por ti, porque quando os fecho é o teu rosto que eu vejo, de um jeito só meu, um jeito que tive que criar na tentativa de saciar a vontade de te ter. A minha boca já nem mais me obedece, vive falando no teu nome sem me deixar perceber. E os meus lábios? Estes vivem na espera de encontrar os teus.

domingo, 6 de outubro de 2013







Quando estamos sempre viradas de costas uma para a outra, tentamos sempre ao máximo esconder aquilo que sentimos, esconder as saudades, esconder que aquela única pessoa que nos entendia melhor que nós mesmos já não está ali.. Mas isso entre nós nunca foi suficiente, nunca foi suficiente desistir e acabar com aquilo que no fundo sempre nos uniu mais do que nos separava. Eu não sei explicar, tu entraste na minha vida e criaste um sentimento inagualável, eu sinto um carinho tão grande por ti que me transmite um grande conforto..só tu consegues ouvir o meu coração como mais ninguém o faz! É tão estranho e díficil de explicar, nós temos uma cumplicidade tão grande, nós conseguimos falar de tudo, nós estamos sempre ao lado uma da outra, sempre prontas a dar a mão sem vacilar! Como é que isso é possível, como é que é possível sermos isto tudo? A verdade, é que entre tantas coisas já andamos cá à 2 anos e não há maior coisa que eu queira na vida do que poder partilhar todos os dias da minha vida ao teu lado, bem pertinho de ti :3 Pior do que aquilo que nós enfrentámos uma com a outra não existe e se conseguimos superar isso, então conseguimos superar tudo o resto! Afinal até o nosso amor consegue ser maior que todo o ódio e sofrimento e isso é tão lindo de se ver e sentir. Acho que não há nada que nos descreva melhor que isto: nós
somos assim, temos medo de tudo.. mas também resposta para tudo.
Sentimos frio e precisamos sempre de alguém. Não superamos facilmente,
mas sabemos dar a volta por cima e ocupar as lacunas em branco. Nem
sempre conseguimos ser frias e apegamo-nos a tudo e a todos. Nós também
não temos amnésia, nem facilidade em esquecer as coisas. 


Mas não faz
mal, porque no final temo-nos sempre uma à outra.
 




 Nós nunca sabemos o tempo que temos com alguém, não
sabemos se vai durar ou se vai acabar num piscar de olhos, não temos
controle sobre o tempo em que estamos a viver, não temos controle sobre a
permanência das pessoas nas nossas vidas, elas ficam ou vão embora por
vontade própria. Não sabemos
nada sobre o tempo, essa é a verdade, queremos aproveitá-lo quando
está prestes a esgotar-se, queremos aproveitar aquele fim de festa que
no começo parecia que nada de especial aconteceria ali, mas no final
fica emocionante porque todos estão felizes, porque a bebida tomou conta
daquelas pessoas, então a festa começou a ficar animada, que ironia
pois já é o fim da festa. O teu mal é esperar que as coisas aconteçam, é esperar que os outros
vão atrás de ti, é esperar que o tempo passe e tu nem te percebas.

sábado, 5 de outubro de 2013


"Eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo. Não sou a que tem mais paciência, nem a mais compreensiva. Também sei que já disse muitas palavras duras, varias vezes, sem pensar no efeito ou estrago que elas poderiam causar. Sei que nem sempre aceito que as coisas não sejam a minha maneira. Sei que erro muito, com certas atitudes, por mais que eu me esforce cada vez mais para ser um pouquinho melhor..., e sei também, que nem sempre consigo. Que por mais que tenha mudado e melhorado, o meu orgulho ainda se faz presente. E sei que, por mais que eu tenha aprendido a ser menos dura ou menos irónica, eu ainda magoo muitas pessoas que só querem o meu bem, por ser cabeça dura demais e não saber ouvir o que os outros têm a dizer. E não é por maldade, não. Talvez seja medo. Medo de me dececionar, como aconteceu inúmeras vezes. Medo de me entregar e, no final de tudo, perceber que nem valeu tanto a pena me esforçar para ser melhor. Vejo todos os dias pessoas sofrerem por terem dado tudo, e em troca não terem recebido nada.. Pessoas que acabam sempre sendo pouco, ou quase nada. Sou insegura, tenho medo, e isso cansa. Estou farta que venham e vão, quero que venham e fiquem."

sexta-feira, 4 de outubro de 2013










Eu não desisti de ti, afinal do que adiantaria insistir em algo que já estava na cara que não daria certo? E eu de tão tola que não via isso? Eu também nunca fui embora sem motivos. Sim, eu tinha e tenho motivos até hoje! Não te deixei, foste tu quem te deixaste a ti próprio. As tuas atitudes desencadearam a situação em que tu te encontras atualmente. Tive de aprender a ser suficiente para mim mesma, pois se eu não for, quem iria ser? Tu ensinaste-me isso. Ensinaste-me que amar não é só de uma pessoa, que não podemos exigir tudo de um só lado, que ambas as partes devem-se completar. Sempre fomos o problema que todos viam sem solução, mas com o tempo eu vi que a solução era acabar, terminar tudo de uma vez por todas, sem volta.

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013


O copo vazio, o corpo cheio, o coração indeciso, a coragem, o devaneio. A descoberta parada, a saudade calada, a esperança cansada e a vontade de ser amada. O medo de perder, a angústia de esquecer, a incoerência de não ver, a desventura de não ter. Os beijos roubados, os abraços dados, corações apertados, delírios evaporados. Os gritos roucos, os desejos loucos, a verdade de poucos e a mentira de outros. O copo encheu-se, o corpo perdeu-se, o medo esqueceu-se e a mentira abandonou-se. Caindo, caindo, caindo… Deixando-me pouco a pouco, matando-me muito a muito. Esquece-me, porque de mim já não lembro mais...

terça-feira, 1 de outubro de 2013




 


 


 


 


 




No fundo, no fundo eu sou frágil. Gosto de parecer uma pedra de gelo, uma barra de ferro, mas no fundo, sou um pedaço de vidro, um papel de carta que se não tiverem cuidado se pode rasgar, um enfeite de estante que quebra. O meu lugar é no colo de alguém que saiba cuidar de mim, que saiba dar de si. Eu preciso de cuidados, por mais que eu diga que sei o que ando a fazer, por mais que eu diga que sei cuidar de mim. Ninguém é forte o bastante a ponto de conseguir viver sozinho. Ninguém é tão forte quanto dizem ser. Todos nós precisamos de um carinho, de um aconchego quando a coisa aperta. O problema é que queremos que as pessoas entendam como nos estamos a sentir, mas a verdade é que nem nós mesmos sabemos. O problema é que existem pessoas que se importam, mas não acreditamos em nenhuma delas. É uma espécie de paradoxo. Fugimos na intenção de que alguém nos procure. Vamos embora na intenção que nos peçam para ficar. Não dizemos, mas queremos que percebam.