Nunca mais falámos todos os dias, nunca mais contámos todas as novidades do nosso dia-a-dia uma à outra, nunca mais fomos as mesmas que outrora fomos e fico triste de cada vez que penso nisso, mas quero que saibas que de qualquer forma estou sempre aqui, em todos e quaisquer momentos!
Nós não precisamos de estar ao lado uma da outra para justificar a lealdade, nem mandar enumeras mensagens para mostrar preocupação. Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam connosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com presença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Mas esquecemo-nos que a amizade não é submissão. É respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente. Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. Mas o que é realmente o mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Os amigos podem ser cúmplices ou uns oportunistas, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio, carinho e amor. É a permanência dos nossos conselhos e apoio que dizem sobre nós. Nós que somos capazes de brigar uma com a outra pelo nosso bem-estar. Aqueles amigos que não estão perto podem estar dentro <3

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