"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

sábado, 30 de novembro de 2013




 


Estes dias têm sido tão cheios de dor e lágrimas, ontem foi a primeira vez que chorei por causa de ti, mas não foram saudades tuas, foi só porque eu apercebi-me que o meu mal é não falar sobre as coisas, não desabafar, guardar tudinho aqui dentro até não caber mais.. E como é tanta coisa junta aqui dentro, mesmo que eu fale ou desabafe eu nunca vou conseguir dizer tudo, então não vale de nada, porque a dor continua e parece que só aumenta cada vez mais. Sabem quantas vezes fui traída? Nem eu, perdi-lhes a conta de tantas que foram. Não dá para confiar, para avançar, para gostar, para nada! O medo e as inseguranças vão ser sempre maiores e não me venham dizer que não podemos deixar o medo impedir-nos de sermos felizes e essa porcaria toda que vocês falam, porque não foram vocês que passaram 4 anos a sofrer! Sempre com esperança e sempre a serem iludidas. Vocês não têm a mínima noção do que eu passei! Eu sei, eu também perdoei e voltei tantas vezes para a pessoa que merece o dobro do que me fez passar! Mas era errado ter esperança que algum dia ele fosse mudar? Era errado ama-lo? A esperança cega-nos tanto, arrasta-nos para o fundo do poço e deixa-nos lá sem forças, eu fiquei tantas vezes maltrata naquele fundo, tantas vezes que eu não o consegui escalar, tantas vezes que eu estava a sangrar por dentro, quis gritar e não conseguia, reparei que ninguém vinha em meu auxilio e resolvi levantar-me aos poucos...não foi nada fácil, porque ainda tantas vezes me sinto lá em baixo sem ninguém, e há dias que nem me apetece tentar arranjar forças. Culpo-te de tudo, porque agora quem está bem és tu e eu fico com este grande trauma que ninguém entende, nem tenta compreender, qualquer coisinha me afeta. Tenho medo de tudo e todos, principalmente de começar a gostar de alguém, idk acho que já chega de sofrer e que mereço ser feliz.


Apesar de tudo, tornei-me na mulher forte que sou, apercebi-me que o grande amor da minha vida sou eu própria e aprendi a superar todos os obstáculos, a não deixar que mais ninguém me pise ou abuse de mim. É só que nestes dias que parecem sem fim, tenho-me apercebido que a dor que me causaste nunca vai passar...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013






 As minhas coisas íntimas, são as minhas coisas e por isso eu nunca as partilho com ninguém. Aquela tarde de verão, transformou-se no pior pesadelo da minha vida que até hoje me persegue e magoa mais que qualquer coisa. Fizeram com que eu quisesse desaparecer, com que eu quisesse morrer, pois não havia pelo que viver ou por quem viver, nem sequer por mim própria. A vergonha e o medo tomaram conta de todo o meu ser, como é que alguma vez eu poderia superar ou ultrapassar tal coisa? Completamente impossível! Então vou acumulando e acumulando até que pare de doer, mas nunca pára. Preciso de ajuda mas não peço, preciso de um ombro mas não o tenho. Não consigo confiar em nada, nem em ninguém, como confiar quando se é tão maltratada pela vida? Como confiar se são sempre as pessoas mais próximas a nós que nos partem o coração e nos fazem sentir um nada? Não sei mais para onde me virar, perdi-me no meio desta vida cruel. Sento-me e choro, não há aqui ninguém para me amparar... então eu continuo sentada neste chão frio, o meu único apoio.