Não sei o que pensar, não sei o que lembrar. Não sei sequer o que sinto, se sinto. Tantos momentos da minha vida em que desejei não sentir, não pensar, nem lembrar. E agora que preciso de sentir, é que não sinto. Não sinto nada. Perco a esperança, de alguém me levar a sentir alguma coisa. Já não sei amar, concluo agora. Amei demasiado o último homem da minha vida. Amei sem limites, sem medidas. Amei como nunca e como sempre.Talvez tenha sentido demais até hoje. E agora estou aqui. Perdida nos lençóis quentes da cama, que são neste momento o único conforto que consigo sentir. O único acolhimento que tenho. A minha vida é o 8 ou o 80. Ou tudo, ou nada. Não sobrou nada. Imagens mentais do passado não me surgem. Não penso em nada concretamente. Mereço isto? E agora quem virá para apagar este vazio?

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