"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

sábado, 4 de outubro de 2014

"Acho que tens o poder de te auto-destruir, não tens medo de te magoar, para não deixar que os outros façam. É isso que te faz ser assim, que faz com que ninguém te perceba. Tens medo, não é? Tens medo que te desiludam, magoem, que te causem dor, e por isso, desiludes os outros, desiludes-te a ti própria, porque dói menos ou parece que nem dói. Não te preocupas se os outros te julgam, porque esses aí não sabem nada sobre ti, não te percebem, como se nem te conhecessem, são meros seres que te ocupam a vida e te pedem satisfações sobre factos que desconhecem. E os que não te julgam ficam para sempre com o teu sorriso, porque mesmo não sabendo toda a tua mentalidade, eles deixam-te desenhar o teu caminho sem nenhuma interrupção ou tentativa de mudar a tua leve linha na branca folha. Sabes que tudo passa, por mais tempo que demore, sabes que um dia tudo vai voltar ao mesmo, voltará o dia em que voltarás à tua 'monotonia' feliz, e segues em frente. Não é que não consigas ser feliz, é que tu não consegues estar sem ter medo, sem olhar para trás. Ainda não chegou o homem que te tire esses medos."

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