"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

As pessoas vão e as saudades ficam.. Mas é melhor continuar a distância entre nós, para não haver falsas esperanças de coisas que nunca vão acontecer.

domingo, 26 de outubro de 2014


Tu vais encontrar muita gente pelo caminho. Muitos enganos, muitas promessas, muitos beijos, muitos corpos e corações. Mas nós sentimos quando ele, o amor, chega para ficar. Sentes pela sensação de conforto que ele oferece. Pela calma. Pela paz. Por ajeitar tudo lá dentro do coração. É que as paixões criam confusão. Desarrumam-nos. O amor arruma tudo. O amor deixa tudo limpo, novo, claro. A paixão dá uma sensação de poder, faz o chão sacudir e o teu corpo balançar. O amor traz segurança, tranquilidade. O amor é sereno. Durante muito tempo eu quis sentir aqueles efeitos e reflexos de paixões. Elas rebentam, arrebatam, atormentam. O amor não. O amor tem o mesmo efeito de um abraço bem longo e apertado. Ele deixa-te com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. É que amar é ter os pés no chão. Olhar para a frente junto com o outro. Amor é realidade, dia a dia, dificuldade. Amar é vencer uma batalha todos os dia, porque não é fácil conviver com alguém. Não é fácil dizer olha: "entrego-te o meu coração, o meu sentimento, a minha emoção. Olha, cuida bem de mim. Cuida do que eu sinto" Nós temos que baixar a guarda, engolir o orgulho, deixarmo-nos levar. Perdermo-nos para nos voltar a encontrar. O amor é um encontro. De ti, contigo mesmo. Amar é te veres nos olhos do outro. Mesmo que ele esteja com os olhos fechados.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

« porque quando você realmente quer, você não desiste »


Cansada. Esgotada. Emocionalmente. Psicologicamente. Farta de falar com as pessoas sobre as suas atitudes, e mesmo assim elas fazerem-se de surdas. Então para quê tanto esforço da minha parte para tentar com que as coisas funcionem? Ou as pessoas querem ou não querem, ou se esforçam a sério ou não se esforçam. Para quê repetir as coisas tantas vezes se continuam sempre a fazer igual?

Nada que vale a pena, é fácil. Lembra-te disso.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014


não censuro o que me acontece porque as escolhas são feitas por mim

domingo, 19 de outubro de 2014

« o silêncio é uma forma dolorosa de dizer "eu desisti de vocês" »

Afasto-me cada vez mais em silêncio, vou andando pelas ruas decidida até chegar à minha humilde casa, abro a porta devagar e fecho-a com toda a minha força! Não quero que mais ninguém entre, quero afastar-me de tudo o que me faz mal sem ter de dar explicações, podem pôr a culpa em mim, podem fazer-me passar pela má da fita, eu já não me importo. Deixei de me importar com tudo isso à muito tempo, cansei de correr atrás, de tentar vezes e vezes sem conta. Chegou o dia de dizer "chega!". Ou cada pessoa faz o seu papel sem interesses no meio, sem falsas esperanças, sem más atitudes, ou então... Esqueçam, já não existem mais "ou's", simplesmente fechei a porta a todos vocês sem dizer uma única palavra, simplesmente cheguei-me à frente e decidi que não vos quero mais na minha vida.

sábado, 18 de outubro de 2014


Não consigo entender a que se deve o transtorno dos meus sentimentos. Sinto uma vontade súbita de gritar ao mundo o que me aflige, mas sei que despejar os anseios da minha alma para as pessoas, não irá resultar em nada. Eu quero gritar. Arrancar do meu peito as dores e remorsos que se foram acumulando ao longo dos anos. Recomeçar. Quero desprender-me de tudo o que me faz mal, das lembranças que remetem ao sofrimento. Preciso de sentir sentimentos nobres, leves e puros, que levem embora a escuridão e tragam novamente a alegria, que no fundo, eu sei que me pertence.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"Ali te espero mais uma vez. Espero pelo minuto em que apareças na minha memória e que me ajudes a encarar a vida, mais um dia. Cheguei e sentei-me na cadeira habitual, na mesa habitual e pedi o habitual: cappuccino. Esperei por ti como se fosse o último dia que te iria ver, mas não foi nem será. Vejo-te todos os dias em fotografias, a olhar para mim com o mesmo olhar que me ensinaste a ver a vida, em frente. Desejava que te sentasses ao meu lado e que com a tua mão me ensinasses novamente os traços dos dias e que colocasses a tracejado os obstáculos que poderiam aparecer"

terça-feira, 14 de outubro de 2014








Se for para amar, ama por completo, por tudo, por mais intenso possível. Se for para te declarares, não digas meias palavras, meios termos, não economizes elogios. Se for para sorrires, sorri por completo, com cara, coração e alma, não apenas com os músculos faciais.

sábado, 4 de outubro de 2014

"Acho que tens o poder de te auto-destruir, não tens medo de te magoar, para não deixar que os outros façam. É isso que te faz ser assim, que faz com que ninguém te perceba. Tens medo, não é? Tens medo que te desiludam, magoem, que te causem dor, e por isso, desiludes os outros, desiludes-te a ti própria, porque dói menos ou parece que nem dói. Não te preocupas se os outros te julgam, porque esses aí não sabem nada sobre ti, não te percebem, como se nem te conhecessem, são meros seres que te ocupam a vida e te pedem satisfações sobre factos que desconhecem. E os que não te julgam ficam para sempre com o teu sorriso, porque mesmo não sabendo toda a tua mentalidade, eles deixam-te desenhar o teu caminho sem nenhuma interrupção ou tentativa de mudar a tua leve linha na branca folha. Sabes que tudo passa, por mais tempo que demore, sabes que um dia tudo vai voltar ao mesmo, voltará o dia em que voltarás à tua 'monotonia' feliz, e segues em frente. Não é que não consigas ser feliz, é que tu não consegues estar sem ter medo, sem olhar para trás. Ainda não chegou o homem que te tire esses medos."