"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

quarta-feira, 30 de abril de 2014


Eu decidi sair da tua vida de vez, sabes o quanto me custou essa decisão? Sabes porque a fiz? Estou mal longe de ti, mas estou melhor do que perto. Então porque pensas que podes voltar sempre que a consciência te pesa? Ela deve pesar tanto que nem coragem para ligares tens, mandas sempre as tuas responsabilidades para cima dos outros, esses mesmos têm de fazer tudo o que não és capaz. E a ti só te cabe o papel de mentiroso e de dar falsas esperanças. Qual é o teu objetivo? Destabilizar-me emocionalmente? Esquece, é que é isso mesmo, afinal, é o que tu sabes fazer de melhor. É que dói! Dói em toda a parte. Fazes comigo o que queres e bem te apetece, e eu estou cá sempre. Não dá, não aguento mais. Eu sou a tua filha, não alguém que tu pensas que podes comprar. Tu não tens mesmo noção do que me causas, eu sinto-me angustiada, desamparada, sozinha, sem conseguir encaixar de onde vem tudo isto agora.. Porquê? Não obtenho nenhum resposta, por isso mais uma de tantas vezes vou embora. Não dá para escrever sobre este assunto, é como ir raspar todas as feridas que me causas, ir lá bem ao fundo e trazer toda a mágoa.
Mas olha, tudo o que eu mais desejo na vida, é que o pai do meu filho nunca seja igual a ti.

sábado, 26 de abril de 2014




Tens cá uma lata. Tens um descaramento, realmente. Não
tens vergonha? Parece que não. Mas eu até não me posso queixar muito, tu não apareces todos os dias para me relembrares que provavelmente nunca mais terei aquela cumplicidade com alguém, aquela coisa tão mágica, tão reconfortante, como dizem "conexões mentais são raras". O meu maior medo é não encontrar isso em mais ninguém, não me fundir de tal maneira a ter essa coisa tão especial.. E isso deixa-me mal, saber que logo contigo tinha isso, saber que procuro constantemente isso em outro alguém e que com ninguém tenho, com ninguém consigo ter.

Mas olha, não preciso de mais uma constante recordação, não preciso de algo que me
impeça de seguir em frente e continuar, não preciso de algo que me prenda
ao passado e que me mantenha agarrada à esperança. Não ajuda alojares-te no meu
coração, aninhares-te e lá fazeres a tua cama e dormires um sono longo e
profundo. Acorda. Acorda, pega nas tuas coisas e vai embora. Sai daqui.
Eu não te quero. Não vês que era tudo muito mais fácil se simplesmente não
existisses? Já basta a mágoa e a dor. Já basta ter de
ser forte e não ceder, isso já é o bastante, não preciso de ti. Saudade? Não, obrigado.

quinta-feira, 24 de abril de 2014


Estou bem. Sim. Bem ferida. Bem exposta. Bem dorida. Por dentro bate um coração cheio de cicatrizes Por dentro, um poço cheio de lama. Por dentro, um saco furado, tudo vazio. E eu, estou bem. Bem aos cacos. Bem rasgada. Bem feliz, como todos vêm. Bem dentro de mim, como por sorte, ninguém pode ver. Estou aqui, em pé o dia inteiro, sorrindo, enquanto a minha alma se senta atrás daquela porta e é esmagada todas as vezes que ela se abre. E ela abre-se o tempo inteiro. Sinto, e é o sentir algo por alguém que mais me dói, a minha garganta fica presa, a minha fala perde-se, as lágrimas querem cair e eu sinto que tenho de me afastar. Afastar para não sofrer mais. Eu sinto, e é só não me desejarem um bom dia que parece o fim do mundo. É só não falarem comigo que eu fico logo mal. Eu sou demasiado sensível, magoou-me com coisas pequenas, eu sou complicada e não sou suficiente. Mas no fim, eu estou bem. Bem saturada. Mas bem.
Como tem que ser e parecer. Afinal ninguém sabe, nem têm que saber.

segunda-feira, 21 de abril de 2014


E foi assim que eu, finalmente, voltei para a única pessoa no mundo que nunca me abandonou ou desmereceu: eu mesma. Foi deste jeito meio torto, meio bruto que eu voltei para mim. Foi depois de me doar e me doer tanto que eu percebi que não vale a pena. Coração vazio e sorriso cheio, que assim seja. Os arranhões já não me doem, cada deceção eu levo como uma vacina, não há como outra me afetar. Desta vez prometo não me abandonar, não me deixar de lado ou me diminuir por ninguém neste planeta. Se não tiver jeito, posso até tentar dar de mim aos poucos, dividir-me com alguém, quem sabe, mas perder-me nunca mais. Agora é assim, primeiro eu. Quem não gostar das regras, não joga. Estou feliz, acreditas?
Olha só a ironia, fui buscar o amor e já tinha. Fui tentar ser feliz e já era. Fui tentar encontrar-me e perdi-me.
E que loucura, precisei de me perder para me valorizar.

quinta-feira, 17 de abril de 2014


O presente faz promessas ao futuro e tentamos não abrir muito o jogo, nem dar muito de nós, ficamos fechados no nosso mundo e com medo, por uma qualquer razão que não sabemos explicar, talvez, porque temos medo de nos entregarmos demasiado e acabarmos magoados.
É estranho como há pessoas que me fazem acreditar que ainda vale a pena  
É estranho, mas é bom.

terça-feira, 15 de abril de 2014


A minha vida é uma confusão de sentimentos, é amor a misturar-se com raiva, saudades com desapegos e eu até tento realmente entender tudo isto, mas no final acabo por ficar mais confusa. Queria apenas ter alguém que precisasse tanto de mim como eu dele, alguém que estivesse apenas do meu lado, me escutasse, desse valor, não desistisse por mais difícil que fosse, que entendesse os meus dias maus, os bons e ficasse nos maravilhosos, mas acho que essa pessoa nunca existiu e eu cansei-me de procurar, porque o tempo passa e passa tão rápido, que cheguei à conclusão que sonhar nem vale a pena, cheguei àquele momento em que os sonhos são apenas aquilo em que nós pensamos antes de ir dormir e ficamos felizes por breves instantes. Aquilo que quando acordas, já nem te lembras mais.

domingo, 13 de abril de 2014


Nunca ninguém me soube amar e proteger tão bem quanto ele, nunca ninguém me viu a cometer tantos erros e mesmo assim a nunca sair do meu lado, nunca me abandonou. O sorriso dele, o jeito dele, os cuidados dele, o carinho e o amor que eu tenho por ele, nunca acabam. A maneira como ficamos felizes quando nos vemos, os nossos olhares quando se cruzam, as nossas brincadeiras, os nossos abraços que transbordam tantas saudades que nunca são preenchidas. Este ano as coisas estão diferentes, ambos sentimos isso, ambos já não partilhamos a mesma escola, já não nos vemos todos os dias e parece que cada vez nos afastamos mais e nem imaginas o quanto isso me faz sofrer! Quando não estás sinto que uma parte de mim vai embora, e lágrimas começam a aparecer quando te sinto longe. Eu preciso de ti e de estar contigo para saber que sou feliz assim, junto a ti. Tu és o meu pilar e as coisas que vivemos nunca ninguém vai conseguir superar.
Eu não sei desistir de ti, nem quero aprender.
Tenho tantas tantas tantas saudades tuas, 31 sempre promete-me por favor.

quarta-feira, 9 de abril de 2014



As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está mau elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora.

A gente tem é que lutar por ele. Diariamente.


A todo o custo tentei esquecer em como este é o teu dia, e o meu dia de estar em baixo. Estes anos todos em que tinha cortado relações contigo, já estava a lidar com o dia do pai, com os teus anos, com os meus, com o natal.. já estava habituada em que ninguém dissesse nada. Mas depois chegaste e chegaram novamente todas as esperanças. E novamente, elas foram todas arrastadas pelo chão e esmagadas por ti. Não te desejar os parabéns neste dia, é como asfixiar-me em dor. Mas eu prometi que nunca mais iria atrás de ninguém que não merecesse tal ato vindo de mim e a promessa será cumprida. Até nunca mais.

domingo, 6 de abril de 2014


Quando eu nem sequer os podia ver à frente ou falar acerca deles, quando eu queria paz, queria estabilizar-me emocionalmente e ficar sozinha. Óhh, e eu que estava tão decidida a não deixar mais ninguém entrar e fazerem aquilo que eles sabem fazer de melhor, entrarem na nossa vida, pô-la de pernas para o ar e irem embora como se nada tivesse acontecido. E assim, de repente, entra alguém na minha vida, logo eu que afasto sempre aqueles que querem entrar por autodefesa, eu estou a deixá-lo entrar aos poucos, sempre de pé atrás claro. Aprendi que só devo confiar em atitudes e não em palavras. Embora admita, que estou cheia de medo, um medo que sufoca a alma e quase não me deixa dormir, porque eu sei que se correr mal não vou aguentar passar por tudo novamente...
Mas, por agora, só preciso de uma boa dose de segurança e conforto, para o medo não ser maior do que a vontade de tentar.

sexta-feira, 4 de abril de 2014


Eu afasto-me de tudo e todos, porque a minha tristeza também precisa de ar puro. E só quando ela se vai embora, é que eu volto.

quinta-feira, 3 de abril de 2014


Não adianta dizeres que não sentes falta, tu sentes. Não adianta dizeres que o odeias, tu importas-te. Não adianta dizeres que ele é um idiota, tu gostas disso. Não adianta dizeres que ele te magoou, os dois se magoaram. Não adianta dizeres que não foi bom, foi perfeito. Não precisas de fingir raiva ao falares sobre ele, pois os teus olhos continuam a brilhar. Não adianta tentares substituí-lo, ninguém terá os mesmos defeitos. Talvez tu até aches alguém melhor, mais bonito ou mais inteligente. Mas nunca com aquela mania insuportável de nunca dizer o que realmente sente ou com aquela voz que tu tanto gostavas.  Fingir indiferença já não funciona mais para ti, o amor deu lugar ao ódio e o ódio não vê a hora de voltar a ser amor. Não adianta olhares para a frente, respirares fundo e dizeres para ti mesma que ele é passado. Ele é o teu passado, presente e o futuro que desejas no lugar mais intimo do teu coração. Batalha de egos. Uma guerra em que todos saem a perder. Perdem-se a si mesmos. Perdem lembranças. Agarram-se a futuros incertos. A saudade chega a queimar o peito e ninguém quer ceder. Mas quando um ceder vai ser inesquecível. Como sempre.