Estou novamente naquele ponto de partida que me encontrava à um ano atrás, fui burra e corri atrás daquilo que mais mal me fez estando perto, do que longe. Foi preciso eu deixar a merda do meu orgulho para me aperceber que nunca mais abdicarei dele por ti? Irônico que se eu nunca tivesse mexido um dedo para tentar ser a tua filha e tu o meu pai, tu nunca, nunca terias feito uma simples reconciliação, simplesmente porque o teu orgulho é maior que o teu amor por mim.. se é que sentes amor. Engraçado que naquela altura a tua ausência me doía mais que qualquer coisa, como eu ainda tinha esperanças de que te orgulhasses uma única vez da tua filha.. ou que tivesses tempo para fazer uma simples chamada que nem duraria 5m para saber se eu estava bem.. Tu devias saber que a tua voz reconforta-me, ligares-me deixa-me a pessoa mais feliz, mas tu nunca te importaste com isso, nem comigo.. e eu já devia ter aprendido. Hoje, a tua "presença" dói ainda mais que a tua ausência, é uma raiva que me consome de tal maneira que eu preciso tanto de chorar e deitar tudo cá para fora... acho que nem um dia de lágrimas chegaria para esta dor passar, é o que mais quero e o que nunca irei ter. Os meus desejos já não se baseiam em ti, o teu nome já não o digo em voz alta, de ti restam apenas mágoas, e mesmo assim o meu amor por ti não acaba. A solução de à um ano atrás mudou de rumo e hoje despeço-me da pessoa que mais mal me faz.

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