"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

sexta-feira, 28 de março de 2014


Está raro encontrar alguém com sentimentos. Sentimentos que podem ser compartilhados, não apenas por uma noite, ou uma semana ou alguns meses, mas para toda uma vida. Sabem, aquilo de deitar no peito da outra pessoa enquanto ela mexe no nosso cabelo até adormecermos e quando acordamos, a pessoa ainda está lá, deitada connosco. Pequenos gestos que andam perdidos me fariam tão bem. Uma simples mensagem de "chegaste bem a casa?", ou um "sinto a tua falta". Eu já nem sequer me lembro mais do gosto disso. Não sinto mais o calor de um abraço no meio da noite, ou cochichos pelo sono revelando o quanto sou especial. Não quero ser só mais uma na vida das pessoas. Quero ser aquela pessoa que faz bem, e não te deixa dormir de noite. Quero fazer falta, não por abandono, mas por chegar cinco minutos atrasada num encontro.
É pedir demais, ocupar o coração de alguém que ocupe o meu também?

sábado, 22 de março de 2014




Estou novamente naquele ponto de partida que me encontrava à um ano atrás, fui burra e corri atrás daquilo que mais mal me fez estando perto, do que longe. Foi preciso eu deixar a merda do meu orgulho para me aperceber que nunca mais abdicarei dele por ti? Irônico que se eu nunca tivesse mexido um dedo para tentar ser a tua filha e tu o meu pai, tu nunca, nunca terias feito uma simples reconciliação, simplesmente porque o teu orgulho é maior que o teu amor por mim.. se é que sentes amor. Engraçado que naquela altura a tua ausência me doía mais que qualquer coisa, como eu ainda tinha esperanças de que te orgulhasses uma única vez da tua filha.. ou que tivesses tempo para fazer uma simples chamada que nem duraria 5m para saber se eu estava bem.. Tu devias saber que a tua voz reconforta-me, ligares-me deixa-me a pessoa mais feliz, mas tu nunca te importaste com isso, nem comigo.. e eu já devia ter aprendido. Hoje, a tua "presença" dói ainda mais que a tua ausência, é uma raiva que me consome de tal maneira que eu preciso tanto de chorar e deitar tudo cá para fora... acho que nem um dia de lágrimas chegaria para esta dor passar, é o que mais quero e o que nunca irei ter. Os meus desejos já não se baseiam em ti, o teu nome já não o digo em voz alta, de ti restam apenas mágoas, e mesmo assim o meu amor por ti não acaba. A solução de à um ano atrás mudou de rumo e hoje despeço-me da pessoa que mais mal me faz.

segunda-feira, 10 de março de 2014






Não era suposto isto terminar assim, mas era mais que obvio que seria deste jeito. Quando disseste que a amizade teríamos sempre, nós teremos, mas primeiro preciso deixar de sentir este carinho que tenho por ti. Tu magoaste-me, não mediste as palavras, fizeste-me 2 opção, disseste que só querias isto "por enquanto" parece que ele acabou mais cedo do que esperavas... mas acho que no meio disto tudo o que mais me chateou foi o facto de me aperceber que não te importas, que não queres saber. E ainda assim vens falar comigo como se nada fosse, como se tivéssemos bem! Pois, para ti estamos, porque nem sequer notaste que eu me afastei, vê só a importância que eu tenho na tua vida... Tive raiva de ti e mesmo assim queria estar contigo, estava tao magoada e mesmo assim queria contar-te as minhas coisas, rirmo-nos como sempre fazemos.. mas lembrei-me que só dou uma oportunidade.

sábado, 8 de março de 2014






 Eu sofro por escrever, sofro mesmo, é horrível ter que rasgar a garganta  e tentar segurar as lágrimas todas as vezes que eu tento pôr algumas coisinhas para fora, e o pior é que eu preciso de as colocar. Caso contrário, ficam presas dentro da minha alma e só me mandam mais para baixo, mais e mais para o meu abismo. Dói, dói muito. Escrevo para me acalmar, para me libertar, para descansar do que sou. Ser livre da doença que é viver.

terça-feira, 4 de março de 2014






Temos tudo para dar certo e mesmo assim insistimos em ficar separados e fazer errado. Porque isto que nós temos não é normal, tu não vais encontrar isto em qualquer outra pessoa, até tu já admitiste isso. A nossa cumplicidade, as nossas conversas, o à vontade (...) Existem vezes em que eu te irrito, falo porcaria e mesmo assim consigo te deixar fora do sério apenas por pouco tempo, a raiva que tu sentes de mim não passa de 59 minutos para um minuto tu estares novamente perto de mim. Tu consegues criar uma confusão extremamente fora do comum, em minutos eu gosto de ti e por uma fala tua eu já te odeio e assim vice-versa. Existe um enorme abismo que separa a atração física do ato de gostar de alguém. Portanto, não vejo mal nenhum em ficar contigo sem compromisso. Afinal de contas, tu despertas algum tipo de atração em mim, contudo também penso em ter algo sério. Espera, acho que fui longe demais! Tu só pensas em ficar comigo, nada sério, mesmo dizendo tu aquelas coisas todas que dão esperanças às ingénuas, graças a deus que não sou! Eu fui descobrindo que tu não te importas realmente. Mas como dizem “os oposto atraem-se”. Porém, teremos que ser maduros o suficiente para saber respeitar as diferenças do outro e no fundo tu sabes muito bem disso quanto eu. Só que tu gostas disto, gostas da confusão que crias, gostas de sair sem avisar e voltar bem à hora que queres, gostas de fingir que nada aconteceu de errado. E eu não sei recusar-te, eu perco-me e tu encontras-me, eu ensino-te e tu não aprendes, eu recuso-te e tu aceitas-me. Não tem jeito, nem forma de ser, o tanto que quero estar contigo, é o tanto que preciso de me afastar. Desta vez não tem volta.

domingo, 2 de março de 2014




 O momento em que tu percebes que o outro não te quer é devastador. E tu choras. Sem lágrimas, sem suspiros, sem birras, sem nada. Apenas choras, enquanto engoles os pedaços de ti que foram destruídos e os sentes enquanto descem cortando o teu corpo. Engoles os cacos que queimam mais que a brasa ardente e sorris. Um sorriso tão sem vida quanto os que recebes de todos os que passam por ti. E tu continuas a andar por aí, segues a tua vida, segues o teu caminho. É claro que não se afoga um sentimento do dia para a noite, ele vai estar presente durante um longo período de tempo. Mas tu vais supera-lo a partir do momento em que te aperceberes que mereces melhor. Não contas as tuas fraquezas, não te gabas pelos teus acertos. Ninguém precisa de saber. Não há nada para saberem, no fim das contas.

Exceto que, tu querias que alguém soubesse e se importasse, mas isso já não importa.