"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

sábado, 25 de janeiro de 2014






Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá para entender como ela não se cansa disto tudo. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá para prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que esta rapariga, no fundo gosta destas coisas. De se apaixonar, de se atirar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva boias. E se ela se afogar, ela recupera. Não falando só hipoteticamente de relações amorosas, mas de todo o outro tipo existente de relações. Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Esta rapariga tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? Nós sempre achamos que somos especial na vida de alguém, mas o que nos garante que nós não estamos somente a servir para tapar buracos, servir de curativo para feridas antigas? A rapariga…ela muito amou, ama, amará, e muito se magoa também. Porque amar também é isso, não é? Dares o teu melhor para curar a outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe para trás, fraca e sem apoio. Daí tu esperas por alguém que venha curar-te a ti. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes não. E para ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. Ela simplesmente se levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência.

E ama, sabendo que vai chorar muitas mais vezes ainda.

Sem comentários:

Enviar um comentário