Sentir, sentir e sentir. Os
sentimentos invadem-me e na maior parte do tempo conseguem controlar-me. Já
amei pessoas por quem eu devia sentir apenas amizade. Já senti apenas
amizade por pessoas que eu deveria amar. Já corri quando devia andar (e
com calma). Já andei devagar em momentos que devia ser igual ao flash. Já
chorei em casamentos e ri em velórios. Já abracei quem não gostava. Já coloquei palavras para fora no instante que deveria
ter permanecido calada. Já desabafei com pessoas que mal tinha
conversado e não contei nada para aqueles que estão ao meu lado. Já me
imaginei no lugar de alguém, já quis alguém no meu lugar. Já parei de
falar com pessoas que nunca me vi sem e já falei com alguém que nunca
pensei em trocar uma palavra que seja. Já roubei tristezas de
amigos para mim e também já distribui. E nestas coisas do coração,
descobri a diferença de ser e estar. Sou triste e feliz ao mesmo tempo.
Agora, quando estou de alguma forma, mesmo que seja momentânea, esta
“ação” dependerá daquilo que me tenha atacado ou do que eu esteja a sentir. E agora, estou a perder-me num vendaval de sensações. Pois,
amar alguém é viajar para um local onde ninguém vai e este lugar,
geralmente não tem mapa, nem direção e muito menos uma orientação do
tipo: saí daqui ou segue em frente. Amar é simplesmente o pior dos meus
problemas. É a amar que eu me sinto um elo sem ligação. É a amar que eu fluo
para um espaço além de mim. Sinto este sentimento constantemente quanto às pessoas que me rodeiam, sinto e sinto.. Mas quanto apenas a uma pessoa não sei quando estarei com este sentimento de novo, mas de uma coisa eu tenho a certeza: não quero senti-lo.

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