Da próxima vez que nos
virmos, não finjas que que nunca fomos nada. Nós não somos desconhecidos, então
não ajas como se fôssemos. Porque no fundo, tu sempre soubeste que nós nunca íamos dar certo, tu sempre soubeste que tudo o que eu fiz foi disfarçar,
disfarçar tristeza em arrogância, disfarçar amor agindo como se não o houvesse.
Por favor, não desvies o caminho de mim novamente, não me evites, não fujas do
meu olhar, não mudes de calçada ao me veres pela rua, tu sabes que não podes
fingir que não fomos nada. E eu sei que tu não conseguiste esquecer, eu
conheço-te. Não andes por aí a ignorar quando escutas o meu nome, porque eu sei
que enxurradas de memórias trespassam a tua mente quando escutas falar sobre
mim. Eu sei que tu sentes uma imensa vontade de perguntar sobre mim, mas eu
também sei que tu queres ser discreto, que tu queres provar a todos que
superaste, que esqueceste. Assim como eu.

Sem comentários:
Enviar um comentário