"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

quinta-feira, 11 de abril de 2013

















Tu já foste meu. E admitir que não és mais, já não dói. Mas será que algo
dói em ti? Não importa. Perguntas como "será que ele sente falta?" ou "será que
ele volta?" deixaram de ter um valor significativo. O "será" não é mais uma
hipótese amedrontadora. E isso é tão, mas tão bom de dizer. Talvez tu conheças
a sensação, afinal ela tocou-te primeiro. Mas o que importa é que ela acabou
por me tocar também: a sensação de liberdade. Olha como eu respiro calma e
tranquila agora. Olha como os meus olhos permanecem sem lágrimas algumas ao
afirmar isto. Olha como eu olho a vida colorida e risonha, mesmo sem ti. O
tempo passou, percebeste? Eu acabei de me dar conta disso. E o melhor: sem rastos
tristes, sem traços de raiva, sem amargura alguma. Eu pensava que jamais me
libertaria das correntes que me prendiam a ti, mesmo que elas estivessem
sempre vazias, principalmente de sentimentos. E eu enganei-me, de
novo. E nunca pensei que estar enganada trouxesse uma paz de espírito assim.

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