"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

terça-feira, 29 de janeiro de 2013













Que confusão. Querer
desaparecer e ao mesmo tempo querer ficar. Tão nova para ter a cabeça
ocupada por esta confusão toda. Querer fugir daqui para um lugar onde ninguém
me conhecesse, ninguém soubesse nada a meu respeito. Mas também não quero deixar as pessoas
com que me preocupo aqui sem mim, se bem que acho que não faria muita falta. Existem várias vezes em que chorar parece o mais indicado a fazer no momento, porque
com a confusão que vai na minha mente quase que fico impedida de fazer alguma
coisa "certa". Certa entre aspas porque às vezes a coisa que achamos certa é a mais errada de todas, mas que vai fazer com que o nosso futuro faça
sentido.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013







Hoje eu apercebi-me do quanto eu realmente estou destruída, fragilizada, abatida.. percebi que qualquer erro por mais pequeno que seja me fere, percebi que qualquer atitude boa por mais pequena que seja me dá uma felicidade imensa, e não deve ser assim de todo. Eu apercebi-me também que estou demasiado sensível ao ponto de se me levantarem mais a voz, se não tiverem as atitudes que eu esperava que tivessem, se não me derem carinho, escorrerem-me algo pelo rosto a que chamam lágrimas. Eu ainda sinto pedaços do meu coração espalhados por aí, à espera de mim, da minha força ou até mesmo de alguém. Eu preciso de tanto amor, de tantos cuidados, mas não será pedir demais a alguém por socorro?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013







É que quando eu perco uma pessoa, eu perco uma parte de mim também. Não importa o tamanho do amor, da intimidade ou até mesmo da confiança, não importa as mentiras onde estamos inseridos, a forma como fomos mal-tratados, a forma como nos pisaram, não importa as más desculpas, a falta de respeito e arrependimento, não importa porque uma parte de mim também vai junto. Da mesma forma que quando conheço alguém, acabo sempre por ficar com algumas manias, hábitos e gostos da pessoa. É quase imperceptível estes tipos de mudanças. Mas neste rumo de vai e vem de pessoas nas nossas vida, nós vamos e vimos também.


Será que é isso? Será que o grande segredo da humanidade é que nós somos feitos das pessoas que nos cercam?

domingo, 20 de janeiro de 2013







Magoada. Aprendeu a engolir o choro e agora carrega toda a tristeza
no brilho dos seus olhos. Olhar baixo, com medo de encontrar alguém que
possa partir o seu pequeno coração. Não consegue mais abrir-se para nada,
nem ninguém. Está presa a um passado distante da realidade.. Necessita
de amor, carinho, segurança
e uma pitada de aventura. Necessita da
pessoa certa
ou de um coração de plástico. Cansou de se sentir
desprezada, cansou de amar por dois. O fato é que ela não sabe o que é
ser amada
. Na matéria do amor, não aprendeu como ser retribuída. Viveu
mares de ilusões, engoliu muitas mentiras, afogou-se nas suas próprias
lágrimas e agora arrepende-se por ser tão intensa. Sempre ama demais e
é amada de menos. Sempre se entrega demais e recebe de menos
. Sempre
acolhe e nunca se acolhe. Sempre querendo mais, sempre tentando demais,
sempre fazendo mais pelos outros. E ela, sempre no seu cantinho, esperando a
sua hora. Mas ela sabe, a hora sempre chega. A esperança ela nunca
perde, a confiança jamais, o amor? Ah, o amor… Esse por mais doloroso
que seja, por mais que o seu coraçãozinho esteja fraco, ela sempre vai ter forças para fazer quem ela quer, bem e feliz. 


E o sorriso? Ela tira
do impossível, do imaginável, do inacreditável. E assim vive.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013







Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância eu
estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude
relaxar. Hoje sei que isso tem nome: auto-estima. Quando me amei de
verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional
não passa de um sinal de que estou a ir contra as minhas verdades. Hoje
sei que isso é: autenticidade. Quando me amei de verdade, parei de
desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que
acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo a isso de:
amadurecimento. Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é
ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar
aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não
está preparada, inclusive eu mesma. Hoje sei que o nome disso é:
respeito. Quando me amei de verdade, desisti de ficar a reviver o
passado e de deixar de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente,
que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é:
plenitude. Quando me amei de verdade, percebi que o meu coração pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas quando eu o coloco a serviço da minha mente, ele torna-se um grande e valioso aliado. Tudo isto é saber
viver
. Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas chocam e
do caos nascem as estrelas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013







Deu uma vontade de te ter aqui. Vontade de um abraço apertado, um beijo
demorado e de ouvir a tua voz. Vontade de te fazer sorrir e de rir junto.
Vontade de me deitar contigo, falar sobre o futuro e deixar o tempo
passar. Uma vontade enorme de que seja só eu e tu. Mas foi isso, só deu uma vontade.. Porque agora vamos esquecer novamente tudo isto. O problema é que nos fingimos muito bem. Fingimos que somos orgulhosos,
só para ver a outra pessoa a correr atrás. Fingimos que não gostamos e
por isso maltratamos. Fingimos que não nos importamos e consequentemente
ignoramos. E o mais difícil e que nem todos conseguem, é fingir que não
amam. Mas viver esse teatro custa caro. E eu diria que algumas pessoas
- eu - interpretam melhor que muito atores por aí.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013







A mudança é inevitável. Eu errei em muitos caminhos, tive falhas, defeitos de
fábrica e outros que fui adquirindo conforme o tempo vinha. Mais grandioso
do que crescer na altura, é crescer no coração. Saber a diferença entre
ficar mais velho e amadurecer. Saber que por mais que um adeus doa, a
dor do silêncio e da espera pelo que não vem continua a ser maior. Se
for para ser simplesmente será, ora aqui está uma grande lição que a vida nos dá.
Uma das poucas coisas que aprendi foi que amor não se insiste e que o
tempo vai amenizando as nossas dores. 


 Mas o verdadeiro responsável por curar uma dor, teremos de ser nós mesmos.  

E não esquecemos o que não queremos esquecer, por isso para esquecer é preciso querer.

domingo, 13 de janeiro de 2013







Antes eu odiava o amor, hoje ele faz-me falta. Eu dizia
que não suportava mais amar, mas agora tudo o que eu queria era um amor para me
preencher. Eu queria ter alguém ao meu lado neste exato momento, ainda que
fosse para brigar comigo ou para me dizer que eu faço tudo errado. Eu queria
que o coração de alguém batesse mais forte ao sentir a minha presença por
perto
. E isso seria tudo. Eu não precisaria mais de me preocupar se amanhã eu
estaria sozinha e sem alguém para me aquecer no meio das noites frias, porque eu
saberia que haveria alguém ali para mim. Mas não, ao invés de cuidar do amor
que antes eu tinha nas mãos, eu preferi deixar que ele se fosse, assim como
todos os outros se foram.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013







A felicidade não entra em portas trancadas. Que
seja, estou bem assim. Tranquei o meu coração por dentro e deitei a chave
fora, não entra felicidade mas também não entra decepção, mentira,
ilusão, sonhos que depois só se transformam em frustrações. Estou bem assim,
acostumei-me com a neutralidade de sentimentos. Aprendi a desapegar-me e a tomar atenção às
pequenas coisas, às minhas alegrias diárias. Cansei de esperar das
pessoas, da vida, de tudo
e foi por isso que eu decidi que nada entra, nada sai
. Ao menos, chorar
eu não choro mais, as decepções foram embora. Caso alguém bata à porta
do meu coração, digam que eu não estou, arrumei as minhas malas e fui
embora. Estou bem, aqui, sozinha, nem feliz, nem triste. Como dizem por
ai, estou bem, estou indo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

As decepções fazem você abrir os olhos e fechar o seu coração.

Sei que sofri, mas sei também que esse sofrimento me fez acordar para a vida, mostrou-me que nem tudo na vida é fácil, fez-me cair mas levantei-me e aprendi também a derrubar. Mostrou-me que a vida não é aquele conto de fadas que todos contam, onde existem cavalos e príncipes, e que nem todos os amores são eternos - além do da nossa família - Mostrou-me também que algum dia terei alguém que me fará sentir no chão e que irá adorar assistir à minha arruinação. Mas eu não vou deixar. Aprendi que nenhum sofrimento é eterno. Que o nosso sorriso é a melhor arma para enfrentar todos. Mostrou-me também que alguém irá sempre tentar derrubar-me, mas a vida me dará outros ótimos motivos para eu me levantar e seguir em frente.

Temos a mania de achar que amor é algo que se procura. Procuramos o amor em bares, procuramos o amor na internet, procuramos o amor na rua. Como um jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das salas de aula, nas plateias do teatro.
Ele certamente está por ali, tu quase podes sentir o seu cheiro, precisas apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor trás felicidade. Mas o amor não é um medicamento. Se tu estás deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará, e caso o faça vai frustrar as tuas expectativas, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a ideia de ser ingerido de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Tu já deves ter ouvido muitas vezes alguém dizer: "Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu". Claro, o amor não é parvo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que antes de tudo, tratam bem de si mesmas.  
« As pessoas ficam a procurar o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por tu teres resolvido os teus problemas » 
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando na verdade o amor espera primeiro que tu sejas feliz para só então surgir diante de ti sem máscaras e sem fantasias. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isto é chantagem, arrisco a sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é uma tarefa tão complicada. Felizes aqueles que aprendem a administrar os seus conflitos, que aceitam as suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados.

Olá, passado. Lembras-te de mim? Ah, agora tu esqueceste tudo? Todas as mágoas, as dores e os momentos terríveis que me causas-te. Eu lembro-me muito bem de tudo. Arrastaste-me para baixo e levaste toda a minha felicidade contigo. Deixaste-me no chão, caída como se estivesse desmaiada. Sozinha, sem ninguém por perto. E eu tive de engolir a minha dor, porque não havia ninguém para ouví-la. Isso foi muito ruim. Não sei o que eu te fiz, talvez foi quando tu ainda eras o presente. E eu estraguei as coisas. Afastei muita gente, entristeci muitas pessoas - inclusive eu - e afoguei-me nas lágrimas de madrugada. Isso lembras-te tu, não é? Guardaste isso contigo e vigaste-te. Tocavas no meu ombro - ainda tocas - e quando eu olhava, lembravas-me de factos, lembranças, momentos em mim. Como um tijolo e doía demais. A minha mente contorcida mexia-se, tentando largar aquilo e se focar noutra coisa. E focou-se. Tu fizeste-a focar-se nele, não é? Tudo aquilo não era o suficiente? Não fui castigada o suficiente? Tinhas mesmo de me magoar mais? Bom, tenho que admitir que no começo foi bom, a companhia, os momentos e os abraços. Carinhos entre risos. Mas aí vieram, as consequências por ter entregue o meu coração demasiado. Ele feriu-se, partiu-se e saltou para fora do meu peito. Foi junto com ele, a partir do momento em que ele não fez as coisas mais acertadas. Sabias disso? Ele deixou que as minhas lágrimas caíssem. Sim passado, ele secou muitas lágrimas minhas, interrompeu muitos de meus soluços e fez-me sorrir. Não me chames de falsa, passado. Tu fizeste-me isto. Deixaste-me assim, com o coração para consertar. Agora não reclames. Eu sofri as consequências, e agora foi a tua vez. Não olho mais para trás, quando sinto o meu ombro ser "tocado". Não baixo o olhar na hora de te enfrentar. E sei que vou ter de te encarar muitas outras vezes. Talvez para me mostrar a mim que tenho que reabastecer as minhas forças, e levantar-me. Talvez mudar, nunca se sabe. Talvez seja preciso parar de ser tão assim, como tu me deixaste. Olha, passado tu magoaste-me demais e as feridas ainda não cicatrizaram. E estão aqui, marcadas na minha vida, em mim. Não adianta mais tentares remendar os teus erros, já fizeste estragos que chegue. E se tu tentares fazer algo, só vais piorar. Desculpa por não te dar a chance de tentar mudar a minha vida, mudar-me a mim. É que da última vez que te dei essa liberdade, tudo ficou muito pior. E eu não quero mais passar por isso. Desculpa passado. Só quero poder virar na estrada certa e começar a andar.
E de preferência, não olhes para trás. Porque eu vou fazer o mesmo.

Porque me iludiste? Porque me fizeste pensar que eu era importante para ti? Porquê? Os meus olhos estão inchados de tanto sentimento deitado no lixo, ou melhor, de tantas lágrimas caídas por um completo idiota como tu. Quero tanto esquecer que tu um dia fizeste parte de mim, quero tanto esquecer que tu existes! Acho que toda esta dor se amenizaria. Tu não tens noção do estrago que fizeste em mim, eu entreguei-te o meu coração e tu o devolveste totalmente despedaçado. Devias sentir vergonha de ti mesmo, devias sentir vergonha de ser quem tu és. Tu não mereçes ninguém, nem nada de bom. Tu mereces aprender que brincar com os sentimentos dos outros não é nada bonito, dói muito. Acho que tu devias pagar por tudo aquilo que tu fizeste, de uma forma ou de outra. Gostava que tu pudesses ver o quanto mal me fizeste. Talvez assim tu mudes ou não. Talvez assim tu entendas o quanto te sentires assim dói ou não. Mas acima de tudo, talvez tu entendas que tu perdeste alguém que iria cuidar de ti todos os dias, alguém que iria fazer-te sentir a pessoa mais feliz do mundo, alguém que iria mimar-te e encher-te de carinho, alguém que te amava mais do que qualquer outra pessoa.
Tu perdeste-me, para sempre.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013













Antes de julgares a minha vida ou o meu caráter, desafio-te a calçares os meus
sapatos e a percorreres o caminho que eu percorri, vive as minhas tristezas, as
minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorre os anos que eu percorri,
tropeça onde eu tropecei e levanta-te assim como eu o fiz
. E então, só aí
poderás julgar
. Cada um tem a sua própria história.  


Por isso não me
julgues, porque não sabes o que tive de ultrapassar para chegar onde estou,
para ser quem sou.
 


Já cometi muitos erros, mas não é por isso que serás
melhor que eu.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013







 Talvez eu queira demais. Não só de mim, entendes? Dos outros também. Espero que descubram por trás dos meus disfarces, todas as coisas. Porque as nossas angústias usam máscaras. E eu tenho uma mania de ser forte, que até dá medo. O mundo entra na mochila e ela fica cada vez mais pesada. Aí eu brinco e tento levar cada vez mais coisas dentro dela, como se eu pudesse carregar tudo. Nem eu sei segurar-me, quanto mais. Não sei porque insisto. Às vezes não dá, tenho que aceitar isso. Não é vergonhoso, nem é ser fraca, é que não dá. Porquê? Porque não. 

Mas tu sabes, eu não aceito respostas dessas.

domingo, 6 de janeiro de 2013







Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai estabilizar-se, só não se sabe se vai ser antes ou depois de ir contra o solo. Eu bati a 200km por hora e estou a voltar a pé para casa, avariada. Eu sei, não precisas de me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixoneta, um jogo. Talvez este seja o ponto. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fadas? De achar que a gente muda o que sente? Que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria à minha vida satisfatória, sem sequelas, sem registos de ocorrência? Eu amei aquele rapaz. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era o querer mais e mais. Não era amor, era entendimento, cumplicidade. Não era amor, eram preocupações. Não era amor, eram dias juntos. Não era amor, era o cuidar. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.

sábado, 5 de janeiro de 2013







Nós nunca nos acostumamos com a vida, acabamos a passar por momentos difíceis e mesmo quando vamos enfrentar novos momentos que não serão nada fáceis nunca estamos preparados, acabamos sempre por perder alguém por causa da distância, por causa da idade, por causa do nosso orgulho. Mas nós nunca nos acostumamos a perder pessoas, apanhamos sempre um grande susto e mais uma vez sofremos. Mesmo sabendo que os momentos de alegria são passageiros, desejamos que sejam para sempre e nós nunca nos acostumamos com aquela alegria passageira. Mesmo abrindo os jornais todos os dias e vendo apenas tragédias, guerras, nós nunca nos acostumamos e nunca nos iremos acostumar. Mesmo querendo ter alguém por perto e sabendo que é impossível, a gente nunca se acostuma com a falta que esse alguém deixa no nosso peito. Às vezes acabamos por ter mais motivos para chorar do que para sorrir, às vezes as forças falham-nos, ficamos apáticos sem saber o que fazer ou o pensar e aí sim temos de nos acostumar. Acostumar que nem todos são nossos amigos, acostumar que às vezes levamos facadas nas costas de quem menos esperamos e mesmo assim temos de nos manter de pé. Deitamos a cabeça na almofada e repensamos sobre o porquê? Mesmo sabendo que a noite é para dormir e o dia para ficar acordado e agir, a gente nunca se acostuma a não perder noites de sono.  

Mesmo sabendo que o melhor é não lembrar, a gente nunca se acostuma a esquecer.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013







Amar-te foi difícil, mas era tudo o que eu sabia. E procurava ser o melhor para ti e dar-te tudo, chegava a passar por cima de coisas que eu achava que eram essenciais e boas só para te ver feliz. E nunca, nunca era o suficiente. Então passei a perguntar-me: será que algum dia tu realmente me conheceste? Será que tu quiseste ver-me por dentro? Porque eu sou isso que tu vês: sou mais sentimento que razão, sou mais grito que sussurro, sou mais pé na nuvem do que no chão. E não me arrependo de nenhum defeito meu, não me condeno e nem me culpo. Aceito-me toda cheia de cicatrizes, mágoas e falhas. Só queria que tu realmente tivesses visto isso, tivesses conhecimento de quem realmente eu sou e ainda assim me amar.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013







As coisas são muito claras. Tu tens
uma vida, valores, educação, lembranças, consciência. Tu tens escolhas,
caminhos, passado, presente, futuro. Tu tens todas as chances do mundo
para escolher como queres viver. Falta ousadia. Falta verdade. Falta
sinceridade. Falta vontade. Falta parar de reclamar e olhar para o mundo
como ele realmente é.
E sei, sei bem, que nem sempre o mundo é amigo.
As pessoas podem e são cruéis. O mundo muitas vezes passa-nos a perna. E a vida segue. Tu às vezes magoaste, mas a vida segue. A
gente erra, acerta, ganha e perde. Tu podes ter perdido família,
amigos, amores e mesmo assim teres-te encontrado. Tu podes ter família, amigos,
amores e mesmo assim nunca te teres achado, andares perdido


O que vale na verdade, não é tudo o que
tu conquistaste ou tiveste que abandonar. 


O que vale é a forma como tu
lidas com isso tudo.