"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

domingo, 30 de dezembro de 2012













E quando queremos
fugir de nós mesmos, o que fazer? E quando a cegueira interior toma conta de nós e faltam motivos para continuar? E quando se perde alguém que fazia todo o
sentido e quando te esforças tanto por esse alguém e retribuem-te com nada? Zé, começar do zero
dói, magoa, fere, falta força, coragem, ânimo, e os teus erros anteriores cobrem-te como um cobertor impuro, assombram-te e trazem sobre si nuvens negras
que escurece, esfria e congela tudo aqui dentro. Saber quem eu sou, eu já não
sei, saber quem são os que importam para mim também não. Eu desconheço-me e os
desconheço igualmente. Nem saber se quero descobrir sei, tenho medo de
descobertas piores, de mais fantasmas, monstros mais gigantescos. É isso,
somos assustadores, somos decepcionantes e além de tudo, somos complicados e amor à nossa volta é difícil de encontrar. O que fazer zé? O que fazer?

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