"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

terça-feira, 27 de novembro de 2012







Tu consegues estar e reunir todas as
coisas. Tu tiras-me do sério, viras-me do avesso. Tu consegues estar em
todas as possibilidades e sair delas com essa mesma facilidade que
entraste. Tu consegues fazer-me não querer seguir em frente. Tu
sempre soubeste como me fazer querer desistir e às vezes bem tentas, mas eu sou mais forte que tu.
Mas é que antes de tu aprenderes a ir, tu aprendeste também a como me fazer
voltar ou tu próprio a voltar. Morder e assoprar. Tu consegues ser paz e fé, mas consegues ser ainda mais
incerteza e dúvida. Tu mudas junto com as estações do ano, numa hora tu
queres uma coisa, depois mudas logo de ideia. Eu quero
pedir-te para ficar, mas quero não precisar de pedir. Sou um problema, eu sei.
Não dá para me entender. Mas és tu mesmo que me deixas assim. Eu sou previsível. Eu sou lembrança mas tu és memória. Eu estou na tua cabeça agora, tu nunca chegaste a sair da minha.
Quem entende isto? Porra, nem eu entendo. Eu sou simples e ao mesmo tempo complicada.
Mas sabes? Tu fazes uma falta enorme quando estás longe e uma presença insuportável
quando estás perto
. Eu bebo-te mas depois quero-te cuspir. Irónico não? És que tu
complicas tudo
. Não sabes dizer sim ou não, porque te recusas a perder
alguma coisa. Eu sou assim mas só contigo. É só contigo que eu quero mas
tenho um medo absurdo e ridículo de perder. É que nós somos o contrário. Eu sou sensível, tu és arrogante. Eu digo as coisas sem pensar, mas és tu que ages desse jeito. Tu consegues tirar-me do sério, como sempre costumas
fazer. E estás a fazer-me ficar aqui e não abrir mão de ti. Como sempre também. 


Esses são os teus maiores dons e consecutivamente, os meus maiores problemas.

domingo, 25 de novembro de 2012













Não
adianta implorar para ninguém ficar, fica quem quer. E é por isso mesmo que eu estou a deixar-te ir. Não estou a desistir nem a ser fraca. Deus bem sabe o que se
passa dentro de mim, sabe de todas as orações que faço aos prantos, sem
resposta. Ou talvez essa seja a resposta: deixar-te ir. Eu errei, tu erraste,
nós errámos. E pedir para mudares, para me quereres, até eu ficar para depois mais uma vez me magoar, só tortura mais. Então vou embora um pouco, vou bloquear-te da minha mente. Não quero ouvir notícias tuas, nem
boas nem más. Não vou responder às tuas mensagem, não agora. Tu precisas de sentir a minha falta,
precisas de ver se realmente me queres.
E não é que eu vá esperar por ti,
mas o amor não acaba fácil. E ainda que eu esteja a ser forte, se tu voltares eu
deixo-te entrar mais uma de tantas vezes. Mas cada dia a mais é algo a menos. E a verdade é que tu sabes que
se tiver que ser daqui 10 anos a gente se encontra. Boa sorte sem mim.

sábado, 24 de novembro de 2012







Não me procures, não te preocupes comigo, não queiras saber como eu estou, não me ligues, não perguntes sobre mim, não fiques a lembrar-te de nós. Eu digo-te isto tudo, mas o que eu quero realmente dizer é: fica, ama-me, cuida de mim, não vás embora.. Mas não o digo, já chega desta nossa história sem nexo, já chega de eu tanto me magoar por tua causa, eu tenho acima de tudo amor-próprio. E por causa disto tudo que está a acontecer entre nós eu não me consigo encontrar. Isso é um problema? É que dizem por aí que não ter um rumo certo é revigorante. Mas sinceramente, eu queria ter certeza das coisas. Saber onde eu devo ir, onde eu devo estar, onde eu devo viver. Encontrar-me em mim mesma. Por que raio isto está a ser tão difícil? Talvez eu mesma esteja a criar barreiras imaginárias. Mas como derrubar uma coisa que eu mesma criei? Como me enfrentar a mim mesma? Eu acho que estou a enlouquecer.. Não aguento mais este meu lugar sem rumo, preciso de sair daqui, quero ir para longe.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012













Tudo acontece rápido demais,
conhecemos pessoas e depois não as conhecemos mais. Caímos, levantamo-nos e
caímos de novo. Às vezes nem temos tempo para nos recuperar porque vem logo outro
problema para resolver. Será que é possível viver sem problemas? Sim, acredito
que é possível e há milhões de formas, o problema é que não estamos abertos a
nenhuma delas. Esquecemo-nos do que está a dar certo porque pensamos na próxima
coisa que irá dar errado, não notamos quando alguém nos ama porque estamos
sempre preocupados com quem não nos quer
. Andamos com cuidado, com medo de cair novamente e não nos conseguirmos levantar dessa vez.
Tudo isso está errado, não arriscar, não tentar. O que ganhamos no final de
tudo isso? Um sentimento de arrependimento, um coração repleto de cicatrizes.
Sabem o que eu prefiro ao invés de tudo isso? Prefiro ter pés calejados de tanto
correr atrás do que me faz feliz, prefiro ter um coração ferido porém cheio de
curativos conquistados com a vida, prefiro ter hematomas pelo corpo que
comprovem que tudo que eu já passei foi real. Prefiro ter histórias para contar, uma
história em que eu caí várias vezes, tropecei, magoei-me, mas que eu
vivi e que conquistei.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012







Cada vez ele destrói um pouco mais de mim mas cheguei à
conclusao que pessoas como ele nao fazem falta na minha vida, que agora
nao restam dúvidas de que foi tudo mentira e de que não há volta a dar, ele nunca
gostou de mim, apenas precisou e isso dói mas fortalece porque ele mete-me
nojo por todas as suas mentiras, as suas más atitudes comigo. E ele pode-me tentar deitar abaixo todas as vezes e pode pensar
que eu estou a chorar todos os dias por ele, mas quem vai chorar é ele e
quem se está a rir sou eu
. E nao me estou a fazer de forte, porque foi
preciso isto tudo acontecer para eu chegar à conclusao que não preciso
dele como achava que nao podia viver sem ele.

terça-feira, 20 de novembro de 2012







Não há coisa que mude ou que acalme
ou que afague. Não há solução, nem soluços pequeninos, não há escapatórias.
Apenas a urgência de vestir a armadura e por-me de pé. Eu cresci, aprendi a dar valor a mim mesma e a
dar valor aos meus sentimentos. Sinto que estou preparada, que já sou
capaz de abandonar esta história no seu devido caminho, enquanto eu sigo
para outro. O teu olhar já não me cativa e o teu sorr
iso
deixou de ser o meu sol do qual eu necessitava para viver. O mal que
fizeste ao meu pobre e quente coração transformou-se em dignidade e
frieza. As lágrimas já secaram, mas a dor ainda permanece nas memórias. E
essa dor nunca se esquece.

domingo, 18 de novembro de 2012




  


Odeio chorar, mas também odeio sofrer. Quero-vos dizer que este mundo é
injusto demais. Nele vivem pessoas más. Eu aqui querendo fazer alguém feliz e ele a gostar de outra rapariga que só brinca com os sentimentos dele. Irónico, não? Enquanto eu movo mundos por ele, ele diz-lhe que ela é perfeita. Demasiado irónico. Gostava que ele entendesse que ela só brinca com ele, que ela não o ama, porque amar não é cansar-se dele e trocá-lo por outro.


Dizem para tu nunca dizeres adeus, porque adeus significa ir embora e ir
embora significa esquecer. Mas sabem de uma coisa, eu ando a precisar
disso, de ir embora, de esquecer tudo, aprender a ignorar aqueles que não interessam. Preciso de aprender a dizer adeus e colocar em prática. Mas ao contrário do que todo o mundo pensa, nem todos os fins precisam de ser tristes. Temos que nos conformar: tudo tem o seu tempo, nada é para sempre. Tudo dura até quando tem que durar, dura o bastante para se tornar inesquecível, insubstituível. Ás vezes é um alívio, ás vezes é triste, ás vezes é necessário. Pessoas vêm e vão, sentimentos vêm e vão, não é como nos contos de fadas "e viveram felizes para sempre", ás vezes o "para sempre" dura apenas um momento. Cada pessoa que passa pelas nossas vidas deixa um fragmento de si e leva um fragmento de nós. A vida é como a corrente de um rio, a corrente não pára, ás vezes enfraquece, ás vezes fortalece, mas nunca deixa de seguir em frente.




sexta-feira, 16 de novembro de 2012










Sabem, ele ajuda-me a ultrapassar
qualquer problema, ele está lá de cada vez que o chão é o meu último porto seguro, ele que troca a tristeza profunda
do meu rosto por um sorriso verdadeiro, ele preocupa-se comigo e com o mundo que me rodeia, ele faz-me ver as coisas de um modo diferente, ele ajuda-me a encarar a realidade e não me deixa cair em ilusões. E quero que ele saiba que me tem sempre aqui para ele, ele pode contar comigo para tudo o que ele precisar, eu não estou cá só para as coisas boas, estou principalmente também para as más, tudo o que estiver a doer nele ele pode partilhar comigo só para doer menos.


Ele sempre foi o meu maior apoio e isso não mudará.













Eu não estou bem, mas vou ficar. É uma questão de tempo,
é sempre. Com o tempo esta dor absurda e esta saudade gritante vão perder a voz. Com o tempo a dor diminui e as cicatrizes vão-se fechando aos poucos e poucos, o tempo cura, o tempo resolve. As coisas voltarão para os seus devidos lugares, assim como
os sentimentos confusos. Lugares esses, de onde nunca deveriam ter saído. A
tempestade vai embora e junto com ela todas estas recordações que fazem arder o coração, todas as
minhas lágrimas.


Porque a vida
não pára e o relógio só se atrasa por falta de pilha ou quando se inicia o
horário de verão.

terça-feira, 13 de novembro de 2012







O problema é que nós nos cansamos, nós planeamos tanto, ficar juntos, cumprir todas as promessas, ir ali e acolá, fazermos isto e aquilo, que cansa ficar à espera que as coisas melhorarem. Cansa ficar à esperar de algo ou alguém que diga que estamos errados, que foi só uma briga e que as dificuldades vão passar. Até porque todo mundo sabe que
querendo ou não o amor acaba a qualquer hora do dia. Até eles desacreditaram de nós. Eles desacreditaram, mas mesmo assim nós insistimos, persistimos, mesmo
segurando a corda com as duas mãos. Mas a uma hora ela vai arrebentar e pronto fim do nosso relacionamento. Num dia tu acordas com café na cama e no
outro tu nem acordas. Não acordas porque não queres encarar a realidade tão
cedo, mesmo sabendo que tu vais ter que acordar e vais ter
que preparar o teu próprio café sozinho. Eu odeio dormir sozinha
sabendo que eu poderia estar acompanhada por ele. Existe outra pessoa que ocupa o coração dele. Têm ideia do que é ter
isso na consciência martelando todos os dias? Ele fere e cura, ele é o meu inferno particular. O amor acaba, vai embora e tu ficas engulindo
migalhas, vivendo das misérias que o passado te dá só para abrires mais um bocado da ferida. É claro que a ferida se cicatriza, mas ficam
marcas. E marcas não desaparecem, elas ficam. E toda a vez que tu olhares para elas, tu vais lembrar-te, vais lembrar-te o quanto dói te sentires sozinho mesmo estando com um outro alguém.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012













Eu não poderia estar mais errada, eu achei que conseguiria ser forte, que poderia
sorrir e seguir em frente, fingir que está tudo bem. Mas a dor que eu sinto corroí-me a alma e o coração aos poucos e poucos, sinto-me sem chão, sem forças, sem ele, sem nada. Eu tinha um plano, eu
queria mudar quem eu era e levar a vida como uma pessoa nova, sem passado, sem
a dor de alguém que viveu, mas não é fácil. Como é que eu vou sobreviver a isto? As coisas más ficam connosco,
elas perseguem-nos e não vão embora por nada deste mundo, e esta dor? Esta dor é como se eu estivesse a caminhar sobre vidros partidos, é torturante. Não dá para escapar por mais que queiramos. 


E eu? Eu não aguento mais...