"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

sexta-feira, 7 de setembro de 2012







Sai daqui, sai de mim, não fales comigo. Eu estou a tentar dar um passo de cada vez, vai ser tudo com calma para dar certo. Contigo sempre a ir e a vir, a procurares-me e a abondonares-me não dá. Eu preciso de partir, eu tenho que seguir em frente. Preciso sorrir e brilhar assim como o sol de cada manhã. Cansei desta nossa história sem pés nem cabeça. Vou sorrir sem pedir nada em troca. Não digas nada, apenas tenta entender. Estarás sempre dentro de mim, em cada lembrança, cada sorriso, em cada esquina que eu passar, em cada lugar, aqui dentro, apenas guardado e fechado a sete chaves. Não vou tentar apagar o passado, até porque isso seria impossível. Memórias serão sempre memórias. Tu serás um passado que não farei questão de reviver. Querido, o teu lugar é no passado. Melhor, o nosso lugar é lá. Foi um plural inesquecível e intenso, mas agora é um singular e que me agrada. Olha, já estou atrasada, estou atrasada para a vida. Não me esperes, não voltes mais, porque eu não espero e também não volto mais para ti. Continua a viver com ela, como tens feito. 
Tudo passou, sempre passa e como o que passa, só restou a saudade.

2 comentários: