"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

segunda-feira, 9 de abril de 2012



Não me digam que não vale a pena lutar. Não me digam que não vale a pena sofrer. Não me digam que não vale a pena esperar. Não me digam que não vale a pena viver. não me digam que não vale a pena, simplesmente não me digam. Eu lutei, eu sofri, eu esperei, eu vivi, por isso não me digam que foi tudo em vão, e que não valia a pena, não me digam. mesmo que seja verdade não deixem que essas palavras me cheguem aos ouvidos e façam o meu cérebro entrar em parafuso e o meu coração resfriar-se. Porfavor digam-me que eu estava certa, mesmo que não seja verdade.

O meu coração esteve e continua suspenso uma, duas, três, quatro vezes, suspenso e apertado, porque o teu sentimento é tão pequeno que ele nem sequer cabe nele. O meu coração está suspenso, apertado mas cheio de esperança, esperança que um dia o sentimento aumente ao ponto de ele se poder espreguiçar e encontrar o chão, em vez de tar bem alto nas nuvens apenas à espera de cair. Mas já foi o que aconteceu. Um dia, PUM, morreu estatelado no chão, não partiu uma perna ou a cabeça, não foi atropelado por um carro depois de cair no chão, simplesmente morreu quando já não estava nas nuvens, não conseguiu suportar a dor mas esperou. Ele esteve partido em mil pedaçinhos, mas o meu coração já voltou, e está a conseguir curar-se sem ajuda de ninguém, está a recuperar. É um coração forte, é um coração resistente, e se não morreu para sempre daquela vez, então nunca vai morrer.

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