"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dei-me uma nova chance de respirar. Eu realmente amo aquele perfume, mas eu sabia que se não me desse uma nova chance, ninguém daria. Então eu decidi, que talvez, sentir outro perfume não fosse fazer-me mal e fui. Eu precisava de outras coisas, de outros sentimentos, mas não sabia que iria doer tanto. Então eu percebi que eu não preciso de um novo perfume, não preciso de nada, nada além de me encontrar.

quantas mais vezes teremos que nos despedir?

terça-feira, 2 de dezembro de 2014


Acontece que virei um iceberg e entendi porque a solidão é a experiência mais universal de todas. Ela é contraditória. Num dia a solidão deixa-me eufórica, a pensar nesta minha liberdade de não dever satisfações a ninguém e nesta possibilidade infinita de realizar todas as minhas vontades. Mas, no outro dia, a solidão prega-me uma rasteira daquelas bem dadas. Faz-me cair na realidade. Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me conhece, ninguém tem acesso à minha alma. As minhas neuras são só minhas e parece que nada, nem ninguém preenche este vazio.