"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

terça-feira, 4 de março de 2014






Temos tudo para dar certo e mesmo assim insistimos em ficar separados e fazer errado. Porque isto que nós temos não é normal, tu não vais encontrar isto em qualquer outra pessoa, até tu já admitiste isso. A nossa cumplicidade, as nossas conversas, o à vontade (...) Existem vezes em que eu te irrito, falo porcaria e mesmo assim consigo te deixar fora do sério apenas por pouco tempo, a raiva que tu sentes de mim não passa de 59 minutos para um minuto tu estares novamente perto de mim. Tu consegues criar uma confusão extremamente fora do comum, em minutos eu gosto de ti e por uma fala tua eu já te odeio e assim vice-versa. Existe um enorme abismo que separa a atração física do ato de gostar de alguém. Portanto, não vejo mal nenhum em ficar contigo sem compromisso. Afinal de contas, tu despertas algum tipo de atração em mim, contudo também penso em ter algo sério. Espera, acho que fui longe demais! Tu só pensas em ficar comigo, nada sério, mesmo dizendo tu aquelas coisas todas que dão esperanças às ingénuas, graças a deus que não sou! Eu fui descobrindo que tu não te importas realmente. Mas como dizem “os oposto atraem-se”. Porém, teremos que ser maduros o suficiente para saber respeitar as diferenças do outro e no fundo tu sabes muito bem disso quanto eu. Só que tu gostas disto, gostas da confusão que crias, gostas de sair sem avisar e voltar bem à hora que queres, gostas de fingir que nada aconteceu de errado. E eu não sei recusar-te, eu perco-me e tu encontras-me, eu ensino-te e tu não aprendes, eu recuso-te e tu aceitas-me. Não tem jeito, nem forma de ser, o tanto que quero estar contigo, é o tanto que preciso de me afastar. Desta vez não tem volta.

domingo, 2 de março de 2014




 O momento em que tu percebes que o outro não te quer é devastador. E tu choras. Sem lágrimas, sem suspiros, sem birras, sem nada. Apenas choras, enquanto engoles os pedaços de ti que foram destruídos e os sentes enquanto descem cortando o teu corpo. Engoles os cacos que queimam mais que a brasa ardente e sorris. Um sorriso tão sem vida quanto os que recebes de todos os que passam por ti. E tu continuas a andar por aí, segues a tua vida, segues o teu caminho. É claro que não se afoga um sentimento do dia para a noite, ele vai estar presente durante um longo período de tempo. Mas tu vais supera-lo a partir do momento em que te aperceberes que mereces melhor. Não contas as tuas fraquezas, não te gabas pelos teus acertos. Ninguém precisa de saber. Não há nada para saberem, no fim das contas.

Exceto que, tu querias que alguém soubesse e se importasse, mas isso já não importa.