"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

domingo, 2 de junho de 2013







Na vida não adianta querer mudar algo só porque tu insistes bastante
nisso. Nada acontece por insistência, persistir no erro não o faz certo,
tentar de novo com a mesma pessoa não muda o final.
Não se ganha pessoas pelo cansaço, nem desfaz sentimentos, não se muda nada quando não se deve mudar,
não é só por querer que as coisas acontecem. Isso de ir atrás quantas
vezes forem precisas ou pedir um "só mais uma vez" não vai fazer o
passado ser presente, nada é como já foi. É uma completa burrice isso de chances, digo porque esgotei todas as minhas fichas em alguém que já estava na décima tentativa e de nada adiantou. Ou dá certo ou não dá.
Tentar outra vez, fazer tudo diferente, isso não muda. Tu podes
recomeçar várias vezes com a mesma pessoa, que o fim vai ser o mesmo. Já ouviste falar que quando é para ser, até os ventos contrários perdem a força?
É certo que às vezes algo não sai como se planeia, ou que tu erras para
fazer direito... Mas esse "só mais uma vez"
leva-te ao precipício, tu cais com a certeza de que alguém está lá para
te segurar, mas nada como o chão para te fazer entender de que não terás
ninguém ali. Não adianta fazer sempre a mesma coisa querendo um outro
resultado, não adianta persistir no erro esperando que ele se acerte. Não é a fazeres de novo que faz com que seja
diferente, é não repetindo os erros, nem dando chances, que muda o destino
do que já não está escrito no teu. Se fosse mesmo para ser, não precisarias de chances,
muito menos inúmeras tentativas para dizer que talvez não seja o tempo
certo. Se fosse mesmo
para ser, não era necessário correr atrás, nem inventar justificações,
tão pouco sofrer ou esperar
. Quando é para ser até os ventos sopram a
favor, quando não é para ser, as tuas forças não se medem com a habilidade que o tempo tem de te mostrar que não há mais nada a fazer. Insistência é só um dito popular, não há que insistir naquilo que já se apostou fichas demais.













sábado, 1 de junho de 2013







Eu não quero muito. Eu só quero um colo que esteja
disposto a me abrigar em dias maus. Um colo para repousar a cabeça e o
corpo inteiro. Um colo que eu possa voltar para sempre. Só um colo. Um
colo sincero. Eu só quero pés entrelaçados em noites
frias e também mãos entrelaçadas em dias quentes. Quero chocolate quente em dias frios, gelado de melancia no verão e pipocas que acompanhem um filme. Quero bons diálogos quando o mundo inteiro me parecer
cuspir ignorância. Quero ser ignorante e ter quem me entenda mesmo
assim. Eu só quero sentir-me única, insubstituível, essencial. Não peço
muito. Peço apenas que tu me transmitas força, coragem e confiança.
Quero me perder e me encontrar nos teus olhos. Quero olhos que me
enxerguem além do que permito enxergarem. Quero rodopiar e não me sentir
tão tonta ao ponto de cair. Quero não cair. Quero braços fortes que não
me deixem chegar ao chão. E braços ainda mais fortes que me tirem dele.
Eu só quero viver um prazer contínuo e não achar que algo, no fundo, está muito errado por isso. Quero dar gargalhadas e não me importar com o
volume. Quero não me importar, mas ainda assim ser importante.
Quero ser e quero muito. Mas não quero nada. Nada que não me faça
flutuar, nada que tire o brilho do meu olhar, nada que me desaprenda a
andar
. Eu só quero lembrar e rir. E depois chorar. E rir de novo. Quero
mergulhar sem me preocupar com a profundidade. Quero não me preocupar tanto e tanto. Eu só quero deixar a mente livre, o coração
aberto e os pensamentos fluídos. Quero ser inundada de sensações novas.
Quero torcer por algo e sorrir mesmo que dê errado. Quero saltar como se
alcançasse o céu e depois me contentar com meus pés no chão.