"escrevo para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida"

segunda-feira, 29 de abril de 2013










Eu acho que sempre tenho razão e quando as minhas previsões dão
certo, eu olho com a cara mais abominável do mundo, dou um sorriso irônico e falo o
clássico eu-avisei-te. É que, em geral eu tenho razão. Esta é a primeira – e
mais importante – coisa que tu precisas de aprender a meu respeito. Não sei
receber elogios, fico sem saber o que fazer, atrapalho-me e acabo por trocar de
assunto – quando não troco as pernas e tropeço em algum canto de mim. Sorrio
para disfarçar desconfortos. Se eu não gosto de ti é bem provável que tu
tenhas medo do meu olhar. E eu posso simplesmente não gostar de ti de graça.
Se eu gostar de ti aviso de antemão que tu és uma pessoa de sorte. Eu entrego-me. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas
esses poucos
, podes apostar, eu amo muito.

domingo, 28 de abril de 2013










Saudades. Daquele tempo em que eu ainda era criança e
ainda não sofria por amor. Saudades daquele tempo em que o meu único
sofrimento era quando eu caia e feria os joelhos. Que a minha única
dúvida era de que cor eu pintaria os meus desenhos. Saudades. Do tempo
em que eu ouvia a palavra amor e não entendia muito bem o que era esse
sentimento, não entendia o que ele causava nas pessoas. Saudades do
tempo em que eu não chorava no silêncio da noite e nada ocupava tanto a
minha mente. Saudades. De quando eu podia dormir em paz e nada
atormentava os meus pensamentos. Saudades. Da época em que eu só sentia
medo dos mostros de baixo da minha cama, não de perder alguém. Eu
sinto saudades de quando eu não me decepcionava tanto com as pessoas.
De
quando eu só chorava quando a minha mãe não me deixava ver mais televisão, porque
era tarde. Só dá uma saudade de quando eu não chorava por pessoas e sentimentos estúpidos. De quando eu não me importava tanto
com as pessoas que não se importam comigo
. Saudades de quando eu podia
sorrir verdadeiramente, sem ter que fingir. Saudades. Do tempo
em que tudo para mim era alegria. Só estou a sentir uma saudade do meu coração.
De quando ele estava inteiro e não assim, despedaçado.

segunda-feira, 22 de abril de 2013







Tu amaste-o, respeitaste-o, cuidaste dele, torceste
com todas as tuas forças para vocês darem certo, torceste para ele
finalmente ver que eras tu e não as outras. Tu deste segundas,
terceiras, quartas, e quintas chances e mesmo assim ele não mudou. Ele
errou de novo, e de novo, e de novo e mesmo que isso te magoasse, doía
mais ficar sem ele. Tu ajudaste-o todas as vezes que ele precisou,
mesmo quando ele falou incansavelmente dela e isso te magoou. Era a ele quem tu querias. Tu precisavas dele ou achavas que precisavas. Ele falou
coisas horríveis umas 10 bilhões de vezes, mas tu não te importaste,
porque parte de ti sempre acreditou que ele ia mudar. E sabes que mais? Ele não é inteligente o suficiente para entender que
nenhuma outra vai gostar dele como tu gostaste, vai aceitá-lo como tu o aceitaste, vai entendê-lo como tu entendeste. E ele ainda vai
sentir a tua falta. Ainda vai ler todas as conversas, lembrar de todos os
momentos e pensar o quão idiota ele foi ao ter-te deixado ir. E quanto a ti? Ah minha querida, tu já superaste e entendeste que mereces muito mais
do que um idiota.

domingo, 14 de abril de 2013






Sei que agora, neste exato segundo, eu estou a ultrapassar as barreiras que
foram impostas a nós. Sei também que não devia estar a fazer isto, mas estou. Tu não tens noção do quão difícil está a ser
escrever-te de novo. A cada ponto final de cada frase o meu corpo estremece, as
minhas mãos suam e eu nem sequer cheguei a metade de tudo o que te quero dizer.
Aliás, acho que o fim nunca esteve de facto tão próximo. Mas hoje é diferente.
Eu não vim agradecer-te, porque já fiz isso em outros milhares de textos. Eu
não vim expor os teus defeitos ou as tuas más atitudes para comigo, porque isso
tudo também já foi revelado. Eu não vim, em hipótese alguma rebaixar-me como em
tantas outras vezes. Eu queria que tu soubesses que, querendo ou não, a tua
presença na minha vida foi um divisor de águas nela. Seria em vão dizer-te os
momentos bons, porque isso está cravado em quem eu sou. Ou melhor, em quem eu
fui. Aquela rapariga que não sabia mais respirar, viver ou sorrir sozinha, hoje
sabe - e como sabe! A verdade é que tu me magoaste. Do mesmo modo que me
reconstituis-te no início, no fim tu deixaste-me trilhões de vezes pior.
Eu
pensei que contigo eu era alguém melhor, mas era comigo que tu te tornavas
melhor
. Sabes? Eu perdi a conta de quantas vezes eu te quis de volta, nem que
fosse para dizer que estava tudo bem, que estavas comigo, que me ouvirias na
madrugada inteira se fosse preciso. Perdi a conta de quantas vezes quis ligar-te
para ouvir a tua voz, através dos meus soluços, o tamanho da minha dor. Perdi a
conta de quantas vezes implorei para sentir de novo, um pouquinho da felicidade
que era estar ao teu lado. Perdi a conta, perdi o rumo, perdi-te a ti e ainda
me perdi de mim. Pensei que viveria para sempre dentro de um pesadelo sem fim,
mas estava enganada. Uma coisa é certa: eu nunca fui tão transparente quanto
fui contigo. Nunca, em toda a minha vida, me expus tanto a um sentimento. Nunca
fiquei tão pele e osso na frente de alguém, mesmo que metaforicamente falando.
O que eu quero dizer é que eu fui quem eu jamais pensei que seria. 


Tu
transformaste as minhas partes más em partes toleráveis e as minhas partes
boas em partes invejáveis.

sábado, 13 de abril de 2013







De todos os meus defeitos e qualidades, só me
julgam quando erro. Aprendi que são poucos os que se importam e quando eu
precisar de ajuda poucos estarão comigo. Sei que se eu cair, terei que
me levantar e continuar a seguir sozinha. Sobre os meus
sentimentos não posso dizer mais e sim esconder. Soube afastar-me daquilo que me fazia mal, mas eu ainda sinto falta. Tentei
parar de me preocupar com as pessoas, porque sei que não se importam comigo.
Aprendi a ignorar e a deixar o silêncio falar por mim. Escondi no meu
sorriso todas as tristezas da última noite. Eu pareço ser forte demais, mas é
mais uma mentira. Aprendi a não me apegar a tantas lembranças. Calei-me quando era para falar e quando era para falar calei-me […] Só te
peço que não me venhas com piadas velhas, não me venhas com palavras que não
sejam verdade, não me iludas com sentimentos que não existem e se for para
ires embora, vai logo!
 


Simplesmente aprendi com cada queda e mágoa, tanto que hoje já nem sinto
falta daquela pessoa que um dia fui.







Já vi este desafio em vários blogues e decidi trazê-lo do da Cláudia S. Reis. E no que consiste
este desafio? Em colocar a negrito as coisas que já me aconteceram ou
que já fiz.


  

Tenho menos de 1.65m.



Tenho uma cicatriz.


Gostava que o meu cabelo tivesse uma cor diferente.


Já pintei o cabelo.



Tenho uma tatuagem.


Eu nunca usei suspensórios.


Um estranho já me disse que era bonito/a. 



Tenho mais de 2 piercings.



Tenho sardas.


Já jurei algo aos meus pais.



Já fugi de casa.  


Eu tenho irmãos.


Quero ter filhos no futuro.



Tenho um emprego.


Já adormeci numa aula.


Faço quase sempre os trabalhos de casa.



Já estive no quadro de honra da escola.


Já disse "LOL" durante uma conversa.


Ainda choro a ver filmes da Disney.


Já chorei de tanto rir.



Já rasguei as calças em público.  


Tenho uma doença de nascença.


Já parti um osso.



Já fiz uma cirurgia. 



Já andei de avião.



Já fui a Itália.



Já fui à América.



Já fui ao México.


Já fui a Espanha.



Já fui à Suiça. 



Já fui a África.


Já me perdi na minha própria cidade.


Já fui à rua de pijama.


Dei um pontapé a um rapaz onde dói mesmo.



Estive num casino.


Gostava de jogar verdade ou consequência.


Já tive um acidente de carro.



Já fiz ski.


Já entrei numa peça de teatro.



Já me sentei num telhado à noite.



Costumo pregar partidas às pessoas.


Já andei de táxi.


Já comi sushi.


Já tive um encontro às cegas.


Sinto falta de alguém neste momento.



Já beijei uma pessoa com mais 8 anos do que eu.



Já me divorciei.


Já gostei de alguém que não sentia o mesmo por mim.


Já disse a alguém que o/a amava, quando não era verdade.


Já disse a alguém que o/a odiava quando na verdade o/a amava.



Já tive uma paixão por alguém do mesmo sexo.



Já me apaixonei por um/a professor/a.



Já me beijaram à chuva.



Já beijei um estranho.


Fiz algo que prometi não fazer.


Já saí sem os meus pais saberem.


Já menti aos meus pais acerca do sítio onde estava.


Tenho um segredo que ninguém pode saber.


Já fiz batota.


Copiei num teste.



Passei um semáforo vermelho.



Já fui suspenso na escola.



Já testemunhei um crime.



Estive preso/a.


Já consumi álcool.


Bebo regularmente.



Já desmaiei de tanto beber.


Estive bêbado/a pelo menos uma vez nos últimos 6 meses.



Já fumei ganza.



Já tomei drogas fortes.



Consigo engolir 5 comprimidos de uma vez sem problemas.


Já me diagnosticaram uma depressão.



Tenho problemas de ansiedade diagnosticados.


Grito com os outros quando estou enervado.



Tomo anti-depressivos.



Sofro/sofri de anorexia ou bulimia.


Já me aleijei de propósito.


Já acordei a chorar.


Tenho medo de morrer.


Odeio funerais.



Já vi alguém morrer.



Alguém que me era querido suicidou-se.


Já pensei em suicidar-me.


Tenho pelo menos 5 CD’s.


Tenho um ipod ou um mp3.


Sou obcecado por anime.


Já comprei alguma coisa pela Net.



Já roubei um tabuleiro de um restaurante de fast food.


Eu vejo o noticiário.


Não mato insectos.


Canto no duche.


Já fingi estar doente para não ir à escola.


Acedo à net pelo meu telemóvel.



Ando no ginásio.



Sou fanático/a por desporto.


Cozinho bem.


Já fui de pijama para a escola.



Sou capaz de disparar uma arma.



Amo amar.


Eu ja exkrevi axim.


Eu rio-me das minhas próprias piadas.



Todas as semanas como fast food.


Acredito em espíritos.


Já fui para um teste sem estudar e tive boa nota.


Sou muito sensível.


Adoro chocolate branco.


Tenho o hábito de roer as unhas.


Sou bom/a a decorar nomes.


Associo músicas a pessoas/momentos.